sábado, 14 de junho de 2014

Mas isso não é sobre futebol, é sobre megaeventos

Quarta-feira roubaram minha bicicleta em frente a minha casa, chamei a Brigada e não tinha uma viatura para me atender. Nenhuma.

A Cidade Baixa está cheia de brigadiano e turista.
Moradores de rua estão "desaparecendo", em uma especie de higienização social urbana.
Remoções atingiram comunidades inteiras, pra dar licença à obras megalômanas, que privilegiam alguns, mas não os que mais precisam.
A  primeira chuva que teve mostrou que a maioria das obras nessa cidade não serviram para a população.
Nenhum dos meus amigos vai assistir jogo em alguns dos estádios, justamente porque os estágios foram projetados para uma classe média bundona que vai pra jogo vaiar a Dilma.
Nem meus alunos estavam empolgados para falar sobre "essa copa".
Gostar do meu país me faz lutar, não sentar a bunda em frente a tv, agindo como "já que tá rolando mesmo".
Não estou nem ai para aquilo que turista vai sair falando do Brasil.

Mas isso não é sobre futebol, é sobre megaeventos: não me convidem para assistir os jogos, porque eu não vou (o samba e o churrasco depois eu sou parceira, mas porque me sobram motivos pra sambar, não pra vibrar com a seleção).


Isso não é ser radical, é coerência.


No facebook - sentindo que Vai ter Copa e Vai ter Luta


Por MARIA, L.P.

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