sexta-feira, 25 de abril de 2014

Enquanto isso no STJ

Da série: O STJ não tem mais o que fazer?

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (22) pedido de juiz do Rio de Janeiro que reivindica que a Justiça obrigue os funcionários do prédio onde ele mora a chamá-lo de "senhor" ou "doutor", sob pena de multa diária.
Lewandowski entendeu que, para atender o pleito do magistrado, teria que reanalisar as provas do processo, o que não é possível ser feito no Supremo. Ainda cabe recurso à Segunda Turma do Supremo.
O magistrado Antonio Marreiros da Silva Melo Neto, de São Gonçalo (RJ), entrou com a ação em 2004, há dez anos, e o caso chegou ao Supremo neste mês. Segundo o site do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), atualmente, o magistrado atua na 6ª Vara Cível de São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Na ação judicial, o juiz argumenta que foi chamado pelo porteiro do condomínio de "você" e "cara" e que ouviu a expressão "fala sério" após ter feito uma reclamação. Segundo o processo, o apartamento do magistrado inundou por erro do condomínio, mas o funcionário não o tratou com respeito.

Leia a matéria no G1

Chegamos ao ponto de que o ministro do Supremo precisa negar a um juiz que as pessoas o chamem de doutor.
- Juiz não é doutor. Doutor é quem tem doutorado.
- Você, tu, cara não é ofensivo.
- Senhor é usado quando nos referimos respeitosamente a alguém, mais velho ou com algum status.

Eu chamaria o  magistrado Antonio Marreiros da Silva Melo Neto apenas de "Seu Merda".
Para alguém que acha que o porteiro deve o chamar de "doutor", pelo papel social que este ocupa, "Seu Merda" chega a ser elogio.

Título e/ou ocupação não diz muita coisa sobre a pessoa. Uma ação judicial como essa diz muito: diz que o magistrado é um grandioso energúmeno e não merece o respeito dos porteiros do seu prédio.
Mas o porteiro que disse "fala sério", esse sim, merece aplauso!

O STJ não precisa perder tempo com esse tipo de processo, mas infelizmente precisamos encarar esse tipo de gente cotidianamente.  Uma lástima!

Por MARIA, L.P.


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