quinta-feira, 27 de março de 2014

A ignorância é pior doença

Semana passada, estava no recreio com meus alunos, quando percebo que caiu água de algum lugar, no pátio, molhando alguns.

Quando me dei conta, cheguei mais perto e vi que – novamente – caia água misteriosamente  de um prédio vizinho a escola.

Trabalho com EJA em uma escola de educação especial. É uma escola pequena, com mais ou menos 80 alunos entre os turnos da manhã e da tarde, sendo que eles são de diversas faxas etárias, mas todos possuem necessidades educativas especiais, alguns com mais, outros com menos, mas todos tem algum comprometimento cognitivo sério, que os impossibilita frequentar uma escola regular.
Voltando ao objetivo da postagem: um vizinho jogou água nos alunos durante o recreio da tarde na sexta feira, dia 21 e, hoje ele fez isso novamente.
 Isso mesmo: um homem, adulto, às 15h30m em casa se prestou a jogar água nos nossos alunos.
 A minha primeira reação foi típica de uma professora que defende seus alunos: corri no sentido de onde veio a água e xinguei e espraguejei, ameaçando chamar a polícia.
 Na primeira vez, eu vi o rosto do sujeito, que voltou pra espiar o pátio, e por isso aconselhei a diretora a fazer uma ocorrência, pois acreditava que ele faria isso novamente, e ele fez. Hoje quando aconteceu, gritei para uma colega chama-la e ela chamou a polícia.
 A Brigada chegou, olhou o pátio e conversou com a diretora. Depois, bateram no apartamento do indivíduo. A esposa dele abriu a porta e se assustou – como qualquer pessoa em são consciência, ao ver a polícia em sua porta. O cara ironizou tanto o brigadiano quando a diretora da escola, afirmando que teve tal atitude porque o balanço faz muito barulho a tarde toda.
 Exatamente: o infeliz se sente no direito de agredir e atormentar pessoas com deficiência por conta do barulho do balanço? Ou seria por causa dos gritos deles? Ou por conta da visão que ele não queria  ter do alto da sua janela? Ou seria porque o sujeito é um energúmeno e inconsequente? Seria talvez porque ele é um preconceituoso de merda?
 
Prefiro a última opção.
Encho a boca para afirmar: cara, o doente é você!


Por MARIA,L.P.

 

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