terça-feira, 6 de agosto de 2013

Poderia, mas não sou um alvo fácil

Madrugada dessas, voltando da noite, sofri uma tentativa de assalto.
O cara me pediu um cigarro, fui dar ele se grudou na minha bolsa.

Reagi. Não pensei. Fechei a mão e dei um soco no olho do cara. Dei um chute e ele caiu pra trás.
Me pediu desculpas e foi embora.

Primeiramente, fique brava. Fiquei puta! Ele resolveu me roubar por que era madrugada? Por que eu estava sozinha? Por que sou mulher?

O conjunto de fatores me torna alvo fácil.

Em segundo lugar, pensei muito sobre o acontecido. Eu nunca fui assaltada na rua. Eu poderia ter sido agredida, esfaqueada, morta: por ser madrugada, eu estar sozinha e ser mulher.

Sei que sou alvo fácil, teoricamente. Mas aprendi que não  posso naturalizar essa posição.
É muito perigoso reagir a um assalto, mas eu não sou alvo fácil.
O cara que tentou me assaltar, me pediu desculpas depois que eu o agredi.

Definitivamente, não sou um alvo fácil.



Por MARIA, L.P.

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