quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sem filtros, na estrada

Ontem um amigo me disse que temos o mesmo problema. A transparência.
Duas coisas me vieram à mente: primeiro, que alguém lê esse blog (e entende minhas insanidades) e, segundo, que de fato sou uma pessoa sem filtros, transparente.

Um dia, quando ainda compunha o grupo de jovens (que fiz parte durante alguns anos), uma pessoa me disse que eu ainda iria quebrar a cara muitas vezes, por ser “assim”. Ela se referia justamente, a viver sem filtros, ser transparente e honesta, dizer e expressar o que penso e sinto.
Não creio que ela estivesse errada. Mas estou certa, de que prefiro quebrar a cara por ser transparente, a ser alguém que viva da lógica de mercado, descartando e descaracterizando as pessoas com quem se relaciona. Isso não faz de mim menos racional, menos materialista ou até menos feminista. Isso me faz humana.

Não ter filtros, faz de mim, exatamente o que sou.

Agora, neste exato momento, escrevo da estrada.
Existem alguns prazeres da vida, dos quais não me desapego, além de dançar, gozar de boas conversas e companhias, meu prazer é a estrada.
Vou para estudar, para militar, para escrever, para conhecer pessoas. Não importa, apenas vou.

Era esse o remédio que o meu ser necessitava. Sem receita, sem medida, sem filtros: estrada para o corpo e para a alma.

Sem filtros, na estrada.



Por MARIA, L.P.

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