segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vadia, em marcha!

Marcha das Vadias, Porto Alegre, 26 de maio 2013.


"Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede!"
"Mulher LINDA é mulher LIVRE dos padrões do CIStema!"
"A nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia!"
"A nossa luta é por respeito, mulher não é só bunda e peito!"
"Se o corpo é da mulher, ela dá pra quem quiser, inclusive outra mulher."
"Hey, seu machista, a América Latina vai ser toda feminista."
"Isso não é sobre sexo, é sobre violência."

"Seus rosários longe dos meus ovários!"
"Nem santa, nem puta. Livre!"


Foto de Caroline Lima
2012 foi a primeira edição. 
Mais um ano, nos reunimos para marchar.
Marchamos por muitos motivos: contra a violência, contra a opressão, contra o machismo, o sexismo e o racismo.
Marchamos pelo nosso direito de decidir sobre nossos corpos e nossas vidas, pelo Estado Laico e e pela garantia dos nossos direitos fundamentais.
Marchamos por acreditar que se não colocarmos a cara na rua, não teremos conquistas ou mudanças. Marchamos com a roupa que escolhemos, o mesmo sem ela, por acreditar que indecente é a violência, não nossos corpos.
Marchamos por defender que a luta contra todo o tipo de opressão passa pela luta anti-capitalista e que só a luta muda a vida.
Marchamos porque o grito não basta, porque a militância virtual não causa mudanças efetivas, apesar do fato das redes sociais facilitarem para que possamos no organizar.
Marchamos por acreditar que somente organizadas temos condições de lutar contra o sistema opressivo e patriarcal que o capitalismo nos impõe.
Marchamos porque atacam diariamente centenas de mulheres, verbal, física e politicamente, e quando a violência atinge uma mulher, atinge a todas.
Marchamos porque milhares morrem diariamente por conta do machismo e por todo tipo de opressão, porque não queremos ser a próxima, e porque não queremos que tenha uma próxima.
Marchamos por lutar é nosso direito, e vamos brigar por isso a qualquer custo: pelo direito de lutar, e e por lutar por nossos direitos.



Foto de Caroline Lima

Marchei porque sou mulher e negra, e como militante este é um compromisso que tenho com as minhas.
Marchei porque sou educadora, e é meu compromisso social educar para a diversidade.
Marchei porque me revindico mulher livre, e luto para que todas possam ser completamente livres.

Seguiremos em Marcha, até que sejamos todas livres!


Por MARIA,L.P.

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