segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A noite sempre deixa marcas em nós


Sexta feira.

Muitas cervejas, muitas conversas, muitas risadas. Aniversários, comemorações, encontros, reencontros.
Melhor que isso, em um bar, com um violão.
                                        
Essas combinações me são envolventes, de forma que não vejo o tempo passar.
  
Falamos de tantas coisas, abraçamos pessoas, cantarolamos.
Ouvi essa canção, que me tocou profundamente...  queria de alguma forma compartilhar. Mas para além de compartilhar uma canção, queria compartilhar o sentimento de ouvir essa canção.
Mas este, é indescritível.


Tigresa (Caetano Veloso)

Uma tigresa de unhas
Negras e íris cor de mel.
Uma mulher, uma beleza
Que me aconteceu.
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

[...]

As garras da felina
Me marcaram o coração,
Mas as besteiras de menina
Que ela disse, não.
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul.
Como é bom poder tocar um instrumento 



Ouvi essa música no final da noite, em uma belíssima voz, em ótimas companhias.
Saímos do bar com o dia clareando. Um violão. Um esmalte vermelho.



A noite sempre deixa marcas em nós.
Mas nós só deixamos marcas nela, quando estamos dispostos a isso.

Por MARIA, L.P.

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