sábado, 21 de julho de 2012

Mas tudo acaba, onde começou...

O Dia 20 de julho sempre me deixa inspirada.

Há uma semana, me dei conta que fazem cinco anos que fiz minha primeira tattoo.
Fizeram nove anos que fiz o Remo.
Semana que vem, vai fazer um ano da minha formatura. Já!

O tempo passa rápido de mais, que às vezes nem nos damos conta.
Como as paisagens na estrada, pessoas entram e saem das nossas vidas, sem que percebamos. Podemos passar por essas paisagens durante muito tempo. Mas as vezes, as paisagens mudam. Ficam irreconhecíveis, que achamos que estamos no caminho errado. Mas não é nada disso... essas mudanças são necessárias, para que saibamos o caminho certo: se continuamos nessa estrada, com paisagens ora iguais, ora diferentes ou, mudamos de caminho, e veremos novos horizontes. Isso não impede de retornar nas estradas já percorridas e rever as paisagens que continuam bonitas. As que mudaram, paciência. Outras virão. A vida é assim.

Postei no face "Se você gosta de pássaros, quebre gaiolas e plante árvores", com o comentário "Poucos e bons. Perto o suficiente. Amores, amados, amigos. O que nos une é a beleza das flores e não as gaiolas.  Feliz dia do amigo atrasado. Mas de coração!".

As vezes queremos todos perto, dentro da gaiolinha que é a nossa vida. E não nos damos conta que a gaiola, por mais amor que tenha dentro dela, é limitada, pequena e apertada. Pode ser quente e confortável. Mas é limitada.
Assim são nossas relações. Queremos todos por perto, mesmo que isso custe a felicidade do outro.
Amar significa deixar-se amar, não aprisionar.  Seja da forma que for.
Deixar-se amar, livremente que é o desafio!

Eu não sou a paisagem que mudou. Eu sou a própria estrada. Volátil, insana, sem começo, sem fim, com possibilidades de infinitos outros caminhos. Sem barreiras ou pedágios. Disponível a quem quiser passar por ela. Algumas paisagens serão revisitadas, por muitas vezes. Outras, nunca mais serão vistas nessa estrada. Ainda bem!

"Mas tudo acaba onde começou!"


Sejam felizes no caminho. Porque o tempo passa, e quando você se der conta, passaram-se anos e a estrada já não será a mesma. Tatuagens, festas, cervejas, viagens, eventos, encontros, desencontros, livros, amores, conquistas, derrotas, lutas, desafios, memórias, estradas.

"Tente me ensinar das tuas coisas, que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro. E deixa eu viver minha loucura
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro, e você me chama vagabundo!
...

Mas tudo acaba onde começou!" - Meu amigo Pedro (Raul)

domingo, 15 de julho de 2012

Realmente precisamos de um dia do homem?

Me recusei a comentar qualquer coisa sobre o dia do homem no facebook, mas é uma data tão sem noção que não poderia deixar passar.

Em uma sociedade em que se presenteiam mulheres com rosas no 8 de março, mas esquecem que o presente maior é dignidade.
Para esse dia, homenageiam os homens com imagens de mulheres de biquini, cerveja e churrasco. Como se nós mulheres também não gostássemos de cerveja e churrasco tanto quanto (ou mais) que os homens. Mas a mulher de biquini serve para nos lembrar o nosso lugar ao lado da cerveja e do churrasco. Somos algo a ser saboreado e ostentado por babacas que acham que precisam de um dia a mais no ano para se promoverem.

Não que eu seja contra homenagear homens. Tenho homens em minha vida que são fantásticos.
Mas a questão é a iniciativa.
Quando se criou o dia internacional da mulher, foi em uma homenagem a mulheres trabalhadoras que morreram por revindicar direitos básicos (direitos que os homens da epóca ja tinham).
Também não se trata de subestimar a capacidade intelectual masculina, como nas postagens que vi 'Feliz dia do homem, os outros esperem o dia das crianças'.
Não é feminista ser contra o homem, o nome disso é misândria.
Mas normalmente esse tipo de clichê não passa de senso comum, do tipo 'homens são x' ou 'mulheres são y'. Falta de reflexão.

Estou mais no alinhada com a crítica sobre, por que um dia internacional do homem? O que levou a isso? O comércio? Talvez, mas acho que não pegou.
Quando se cria uma data com este fim, é porque nos outros dias do ano não se pensa/discute/reflete sobre isso.
Nessa sociedade machista, onde alguns estão nos chamando de 'feminazi', dizendo que contribuimos para a manutenção uma soceidade 'bucetista', que se revindica um dia para o orgulho hétero, que se estupra para corrigir da homoafetividade, que a culpa de todos os problemas masculinos são responsabilidade das mulheres, realmente precisamos de um dia do homem?

Eu, acho que definitivamente, não.
De qualquer forma, ensinem seus filhos a respeitar, e não suas filhas a temer.


Por MARIA, L.P.

sábado, 14 de julho de 2012

Sábado, vinho e cama

Algumas vezes realmente gosto de viver no Sul desse país. Mas no dias mais frios do inverno, não me agrada nem um pouco essa condição.

O fato, é que em noites frias de sábado, todos os problemas se resolvem com uma taça de vinho e cama. Todos, sejam eles quais forem.

Se os problemas não forem resolvidos (tais como os meus), ao menos uma boa e quente noite de sono serão proporcionadas.
E os problemas?
Amanhã, com sol e e passado o efeito do vinho penso neles.
Ou não.

Mas hoje é sábado, vinho e cama.


Por MARIA,L.P.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O pulso, ainda pulsa

Sinusite, renite, esofagite, hérnia hiatal, anemia (falciforme), arritmia.

E o pulso, ainda pulsa.
E o corpo, ainda é pouco.


Por MARIA, L.P.

sábado, 7 de julho de 2012

Ciúme

Eu não quero.
Isso não me serve.
Posso viver bem (melhor) sem ele.
Isso não me pertence mais!

Como diria Raul
"Amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade" (A maçã)


Quem ama não oferece ciúme, oferece liberdade.

Por MARIA, L.P.