domingo, 18 de março de 2012

Vinte e poucos anos

Sempre que faço aniversário, lembro da música 'envelheço na cidade', do Ira!
Mas dessa vez, a primeira desde lembro que ouvi essa música pela primeira vez (deve fazer uns 14 ou 15 anos), não me senti como na música. Não sinto que envelheço na cidade, sem a companhia de um outro alguém.

Quando fiz 15 anos, comecei a contar as pessoas que lembravam do meu aniversário. Antes dos 15, muita gente lembrava, cobrando a festa.
Quando fiz 18, fiz uma festinha com as amigas da escola, do grupo de jovens e do CTG. Algo eu fiz, algo foi surpresa.
Quando fiz 20, meu irmão organizou uma surpresa na casa dele. O menino porquem fui apaixonada muito tempo, esteve lá. A minha melhor amiga não. Disse que eu estava mudando, que depois que entramos na universidade - um ano antes - eu não era a mesma. E de alguma forma, ela tinha razão.
Quando fiz 21, fiz uma janta na casa de amigos, com amigos queridos, com que eu passava muito tempo.
Não lembro do que fiz nos 22.
Quando fiz 23, meu pai fez um jantar na nossa casa. Foram todos meus amigos do grupo de jovens.
Esse ano, de todos os que encheram a minha casa no ano passado, só um deles lembrou do meu aniversário. Engraçado?
Como aniversariei na sexta feira, chamei minha familia pra sair. Não queria ficar em casa. Não sei se era pra não correr o risco  de receber alguém, ou se é o meu espirito boêmio, de 'povo de rua'... De qualquer forma, acabei indo no teatro e depois jantando com a família... comemos na rua e depois fomos comer bolo em casa. No sábado, sai com amigos em Poa. Dancei, bebi, dei muita risada e até comi bolo (uma nega maluca especial, segundo fontes), só não tirei a roupa (porque o clima e o ambiente não estavam propícios, hehehe). Comentei com algumas pessoas... há tempos não me divertia tanto no meu aniversário.

De fato, nesse ano, resolvi mudar em alguns aspectos. Como todo mundo, tive algumas frustrações, mas pra 2012 eu propus a mim mesma, que ia fazer acontecer mudanças reais na minha vida. Entrei no mestrado, mudei de emprego, saí no carnaval, fui a lugares com pessoas sem planejar, conheci pessoas fascinantes, usei menos roupa, bebi bastante, dancei horrores, perdi a vergonha. Enfim,me dei conta que existiam uma série de coisas que eu tinha vontade de fazer e viver e eu não havia me permitido. Até então. Não que eu não vivesse intensamente, mas sempre existem coisas que nossa cultura, nossos valores e nossos preconceitos não nos permitem viver. Então, resolvi que eu precisava viver coisas diferentes. E estou vivendo.

Como na música do Fábio Jr. ''Vinte e poucos anos', (mas que eu fico com a versão dos Raimundos)  'nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais dos meus vinte e poucos anos...'.

Acontece, que o mais importante ainda está por vir.

Estou vivendo estes vinte e quatro mais do intensamente, vivo cada segundo.
Cada um que passou pela minha vida ao longo desses anos, foi importante.  Tudo é importante. Reconheço que recordar aniversários passados é sempre nostálgico. Mas esse aniversário foi diferente. Minha vida está diferente. Eu estou diferente.

'... na vida tudo têm seu preço, seu valor. Eu só quero dessa vida é ser feliz!'

Por MARIA.L.P.

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