terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu, Paulo Freire e o Marxismo

Escrevi isso no domingo, no meu facebook.

Algumas pessoas perdem tanto tempo pedindo a Deus, reclamando do rumo pra onde caminha a humanidade... entretanto não fazem a menor questão de ir a luta, colocar a mão, fazer a diferença.

De nada serve um discurso religioso (cristão) cheio de 'se vc ama Jesus, compartilha' se você não faz nada além de rezar o terço.

Quanta hipocrisia! Quem quiser posar de boa pessoa, sai da frente do computador, e vai pra vila! Vai ver o que os caras tão precisando lá. Pára de cultivar teus preconceitos, pára de acusar os outros daquilo que vc não fez.
Precisamos sim de fé, mas isso por si só, não basta, não faz diferença! Se vc 'ama Jesus' como anuncia no Facebook, não precisa compartilhar (não enche o saco, ok?!), vai a luta e seja revolucionário como ele, vai a luta e seja a mudança que ele foi na sociedade onde ele viveu.


Os remos são dois.

Sabias palavras do Pensador... até quando vai ficar sem fazer nada?? 


Esses dias, papeando sobre educar, ser professor e etc, falei de Paulo Freire.
Na realidade, na universidade aprendi a detestar as pedagogas que ficam a falar e falar de Freire e nada fazem de concreto (Escrevi sobre isso em Fomos Maus Alunos?). E essa distâcia entre o discurso e a prática ea dissnância disso, me incomoda muito.
Hoje assisti pela milésima vez a entrevista do Paulo Freire, sobre Marxismo. Eu me apaixono cada vez que ele lembra que foi a realidade que fez com que ele aumentasse a sua fé, e por isso ele ia a luta.
Me disseram que sou idealista (e eu acho que concordo).

Esse post que fiz no facebook, foi em função de um profundo sentimento de decepção com meus companheiros cristãos. Ja escrevi algo sobre isso também (Fé e coisas simples), maa insisto em me incomodar com a hipocrisia de quem se diz cristão.
Então digo, não cante a Deus o que não canta pra si mesmo!
Não fique na igreja posando de bom/boa moço/a, se vais descer do altar pra humilhar e magoar alguém. Se é assim, fica em casa vendo o Luciano Huck.
Se você quer ver a mudança no mundo, sai do sofá. Larga esse terço e vai luta.
Quando falo dos dois remos (é uma alegoria, que ilustra o remo do trabalho e o da oração). Sem fé, sem acreditar, certamente não vais a lugar algum.

Mas não acredite que a tua fé vai mover montanhas, nem morro, nem nada.

Freire fala que com os camponeses ele se aproximou ainda mais  "do Cristo de quem eu era mais ou menos camarada". Mas ele só chegou lá, indo até a favela com as próprias pernas.
Vamos a luta, ainda há tempo.



Faço minhas as palavras de Freire:
"eu fiquei na mundanidade de Marx a procura da transcendência de Cristo."

Por MARIA,L.P.

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