sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Felicidade

Queridos amigos, leitores, conhecidos, curiosos...

Em primeiro lugar, gostaria de compartilhar que fui aprovada no Mestrado em Ciências Sociais.
Estou numa alegria inenarrável. Indescritível.
Quem acompanha este blog, sabe que este ano iniciei de forma muito revoltada, devido aos acontecimentos com a minha mãe no hospital. Passamos alguns perrengues em família, enfim, a virada de ano 2010/2011 foi complicada...

Mas eu sabia que 2011 prometia.

Durante muito tempo, a universidade foi um sonho distante, inalcansável, impagável. Mas com o tempo, ingressei e fui me inserindo no universo acadêmico e descobri o quanto isso tudo me atraía. Recentemente, me formei em História. A formatura para mim foi a realização de um sonho... cheguei onde muitos não acreditaram que eu chegaria.  Logo depois da formatura, comprei minha moto (*-*) e realizei outro sonho, que a universidade paga não me permitia realizar até então.
Depois da formatura, resolvi tentar o mestrado. Mas naquelas, pra ver como é... como experiência. Se não passasse, eu ia tentar no ano seguinte na federal (depois de melhorar meu inglês), e/ou ia tentar reingresso em Ciências Sociais - graduação - na federal.

Alguém me disse que eu podia. Que eu tinha um bom currículo e um bom projeto. Que eu não devia subestimar a mim mesma. E foi o que fiz.
Hoje recebi a notícia que recebi uma bolsa integral de mestrado. Eram duas bolsas (para o 1º e 2º colocado). Ou seja, acho que fui melhor do que eu pensava que pudesse... (Ouvi algém dizer que uma menina negra da história tinha ficado em primeiro lugar... mas isso são apenas boatos!)

A felicidade que sinto é imensa.

Sei quantos torceram a favor, mas também sei que foram vários torcendo contra.
Está é uma conquista minha, do meu esforço e dedicação aos meus sonhos e àquilo em que acredito. É também uma conquista daqueles que acreditam e confiam em mim. É uma conquista dos meus ancestrais, que nunca tiveram oportunidades como as que tive.
Enfim, quero compartilhar a felicidade desta conquista.



Encerro 2011 com a realização de muitos sonhos!

Boas festas! Feliz 2012!
Por MARIA.L.P.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Gentileza e garantia de direitos são coisas diferentes

Adorei este texto, que achei nas Blogueiras Feministas.
Me fez lembrar de algumas pessoas do meu convívio que não se acham machistas. Mas por não terem clareza do que é o feminismo, alimentam um forte preconceito por ele. Acham que o homem 'precisa ser cavalheiro', e que o feminismo fere a cordialidade masculina. Eu concordo que é bacana conviver com homens gentis e cavalheiros, mas gentileza e garantia de direitos são coisas muito diferentes, ambas são necessárias, mas uma não substitiu a outra.

Por MARIA,L.P.




Receber gentilezas é bom, mas possuir direitos é melhor!


Muita gente acredita que feminista é aquela mulher que não aceita qualquer gentileza advinda do sexo oposto, por considerá-la uma ofensa à sua condição social, mas que, por sua vez, não perde oportunidades de se vitimizar no momento de exigir leis. Por que exigimos leis, ao invés de nos contentarmos com as supostas gentilezas?


As gentilezas, quando bem empregadas, tornam o convívio mais ameno e, geralmente, atuam como um sinal de que um sujeito está preocupado com o bem-estar de outro(s). Pessoalmente, acredito que tornar-se um ser humano mais gentil é um exercício bastante árduo, que podemos e devemos desenvolver. Demanda atenção às necessidades daqueles que nos cercam e disposição para nos mobilizarmos em prol de um bem-estar que não nos atingirá diretamente. Logo, a gentileza indica um caráter mais altruísta, o que é sempre bem-vindo no mundo.


Na comunicação, uma forma de gentileza seria, por exemplo, não assaltar o turno do interlocutor, ou seja, deixar o outro terminar sua fala para, então, posicionar-se. Isso torna a comunicação menos ruidosa, portanto, mais eficaz. No dia a dia, não precisamos seguir manuais de etiqueta para sabermos que o ideal é jamais tentar furar filas, não empurrar as pessoas para ser o primeiro a entrar no vagão do metrô, dar passagem no trânsito, e assim sucessivamente.


Na minha opinião, praticar a gentileza deveria ser encarado como um exercício de respeito mútuo e percepção social. Seria ótimo se todos nós fôssemos capazes de compreender e colocar em prática algumas gentilezas para com aqueles que nos cercam no cotidiano, sejam essas pessoas homens ou mulheres, idosos ou crianças, deficientes ou não. Porque, na verdade, a gentileza deveria caracterizar quem a exerce e não para quem ela é voltada. No entanto, a realidade é que nem todas as pessoas preocupam-se em ser socialmente conscientes. Nem todos enxergam o valor de se tornar uma pessoa mais gentil e por isso, as leis se mostram fundamentais.


Por que gestantes precisam de assentos reservados em transportes públicos e de filas diferenciadas? Isso se faz necessário porque a resistência física de uma gestante não é similar a de mulheres e homens em condições não-excepcionais. Um “encontrão” para uma gestante pode significar a perda do feto. Marcar esse direito não significa oferecer privilégios, mas assegurar que essa mulher receba aquilo que poderia vir como uma gentileza por parte de pessoas com o mínimo de bom senso. Mas, caso a gentileza não se apresente, que a lei se faça valer. O mesmo poderia ser ponderado com relação às leis que punem violências contra a mulher. O idealíssimo seria que pessoas, homens ou mulheres, evitassem se agredir mutuamente sob qualquer aspecto; o ideal seria que homens percebessem que sua força física costuma ser superior a de mulheres, em condições normais, por isso que eles jamais ousassem cometer a covardia de agredir uma mulher. No entanto, a realidade pode diferir disso. Homens espancam mulheres, diariamente, e vários não encerram as sucessivas agressões até que algum mecanismo penal os faça parar ou a vítima venha a óbito. Dessa forma, exigir que leis capazes de intervir sejam promulgadas é um direito do qual não podemos abrir mão.
[Crane - La Belle Dame Sans Merci]




Por outro lado, apoiar leis que beneficiem, principalmente, mulheres pode ser encarado como um grande gesto de gentileza, que muitos homens fazem questão de realizar. Tais atitudes são as que nós, feministas, gostaríamos de enxergar para a construção de um mundo mais democrático. De fato, não precisamos de Lords em seus cavalos brancos, mas seria agradável contar com homens mais gentis, caminhando lado a lado, dividindo as contas e, sobretudo, as responsabilidades sociais.




Por fim, proponho que reflitamos quais gentilezas, realmente, constroem uma sociedade mais altruísta e, feito isso, que invistamos maiores esforços em praticá-las!


Texto de Talita R da Silva
Disponivel em http://blogueirasfeministas.com/2011/12/receber-gentilezas/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Se alguém perguntar por mim...

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém.
Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem.
Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem.
Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém.
Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também.

Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem.
Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem?
Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém.
Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem.

Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.



Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Another Brick In The Wall

Li esse texto pela primeira vez, ainda no magistério.
Achei muito inteligente, engraçado e cruel com a realidade da nossa escola.
Sempre pensei sobre isso, mas afinal, quando vão nos ensinar coisas que realmente sejam úteis??
Boa pergunta.
Hoje percebo, a quantidade de coisas inúteis que aprendi (e a quantidade de coisas importantes que eu não aprendi na escola), como a escola e a universidade são descoladas da realidade e pior, existe um oceando entre o educando e o sistema de ensino.
Ontem, trocando uma idéia com o Jean, mais uma vez me dei conta, que somos apenas mais um tijolo na parede.


Quero o meu saco de volta! (Max Gehringer)


Por que a escola nos azucrina, ensinando coisas que jamais usaremos?

Como a maioria dos leitores desta coluna, eu também fui um dia arrancado da frente da TV e confinado, apesar de protestar inocência, em uma organização correcional chamada "escola". Essa foi a maneira de meus pais demonstrarem a que limites de crueldade poderia chegar o que eles chamaram de "preocupação com o futuro dos filhos". Mas o maior choque, mesmo, veio depois, quando eu e meus novos coleguinhas de infortúnio fomos informados de que ali, naquelas desconfortáveis carteiras, nós teríamos de passar os próximos 15 anos de nossa vida! Nunca pensei que o futuro pudesse ficar tão longe...

Meu pai bem que tentou me convencer de que haveria uma recompensa à altura para tanto sacrifício: a partir do momento em que eu botasse os pés na escola, ele disse, eu teria acesso privilegiado a informações importantíssimas - como, por exemplo, os nomes das capitanias hereditárias e de seus respectivos donatários -, sem as quais seriam mínimas as minhas chances de escapar às emboscadas do futuro.

Para minha surpresa, nem três meses se passaram e eu já dominava duas habilidades que me seriam de grande utilidade pela vida afora: ler e escrever. Foi aí que eu comecei a desconfiar que todas as outras picuinhas que compõem o dito "cabedal de conhecimento"...

1. Estariam disponíveis em algum lugar, desde que a gente soubesse ler.
2. Poderiam ser terceirizadas, desde que a gente pudesse pagar.
3. Não interessavam.

Convicto de que já sabia o suficiente, decidi voltar para casa e me dedicar a coisas de pertinente interesse, como passar o dia jogando bola e devorando salgadinhos. Ledo engano: meus pais ficaram uma arara (digo, duas araras) e me mandaram de volta. Tal reação intempestiva me levou a desconfiar que eles até já haviam feito um acordo secreto com as escolas, pelo qual eu ficaria enclausurado por mais 14 anos e 9 meses, tempo suficiente para a prática dos papai-e-mamãe matinais sem um enxerido como eu por perto.

Voltei a contragosto mas, verdade seja dita, devo reconhecer que as escolas empregaram a nata de sua criatividade para conseguir me manter ocupado por tanto tempo. Foi o caso das aulas de português, que me davam a impressão de estar no pronto-socorro de um hospital: "Isso é um anacoluto ou uma catacrese? - a professora me perguntava. Eu sei lá, mas, por via das dúvidas, sugeria que ela amputasse a mesóclise para evitar uma cacofonia mais séria.

Matemática foi outra matéria que transmitiu ensinamentos vitais para minha futura carreira profissional, como a extração sem dor da raiz quadrada - Eu era meio ruim de conta, mas quando estava na terceira série, às voltas com uma tabuada e questões de crucial importância ("Joaquim tinha 18 bananas: deu um terço delas para Marta e metade da diferença para Beatriz..."), caiu-me nas mãos um prodígio tecnológico: a calculadora. Com ela, nunca mais os joaquins teriam dificuldades para repartir suas bananas - mas o que foi que a escola fez? Proibiu o uso das calculadoras na classe! Porque, por uma lógica pedagógica além da minha compreensão, se eu tivesse uma calculadora para facilitar minha vida, eu "ficaria preguiçoso, e isso iria prejudicar o meu futuro".
Apesar dos pesares. conclui minha formação básica e já estava para encarar uma "facu" - ou seja, faltavam apenas quatro anos para eu terminar de cumprir minha pena e ser solto no mercado de trabalho - quando fui informado de que, no futuro, nada era assim tão simples. Eu antes precisaria fazer um cursinho, porque as coisas que seriam perguntadas no vestibular não eram exatamente as que eu tinha aprendido nos 11 anos anteriores. Se entendi bem, nas universidades os joaquins precisavam desvendar os segredos da tábua de logaritmos para poder distribuir suas bananas. Se as bananas apodreceriam antes disso, o problemas era dos joaquins, e não do sistema educacional.
Uma coisa que me chamou a atenção no curso, por assim dizer, superior, foi que lá fora, no mundo que estavam me preparando para conquistar, começou a proliferar uma engenhoca chamada microcomputador (com 16K de memória). Mas só lá fora, porque ali na "facu", eu desconfio, o lobby dos fabricantes de lápis e canetas ainda era muito poderoso. Quando meu professor descobriu que eu estava fazendo um curso paralelo de Lotus 1-2-3, ele ficou possesso e, como castigo, me fez resumir, em duas páginas, toda a obra de Keynes. Que, acredito, foi um cara meio prolixo, já que precisou de 300 páginas para teorizar o que eu, aparentemente, era capaz de explicar em apenas 20 parágrafos.

Quando eu finalmente pensei que seria libertado, fui comunicado de que haveria uma extensão de minha pena, um troço chamado "pós", sem o qual eu não conseguiria desembarcar no futuro. A diferença entre a "pós" e o curso de graduação foi que na "pós" eu tive de dissertar sobre a obra de Keynes numa monografia de 500 páginas - o que significava que ele, além de prolixo, agora precisava de minha ajuda para explicar melhor seus conceitos econômicos.
A "pós" mudou meu status de neoprofissional do futuro, porque dali em diante eu estaria autorizado a apelidar meu período escolar de "background acadêmico", o que já me garantiu meu primeiro estágio. A empresa, uma potência, ávida por "inserir os novos talentos potenciais no ambiente participativo", me chamou para assistir uma reunião. Fiquei impressionado, porque o pessoal ali falava de coisas como "fisiologia da informatização plena" assim como quem pede um picolé de morango. E eu lá, quietinho...

Até que um diretor da empresa resolveu me "dar uma oportunidade para compartilhar a vasta teoria" que eu havia adquirido. Era a minha grande chance, mais cedo do que eu pensava, de pavimentar a estrada do meu futuro. Abri minha pasta, tirei a lista das capitanias hereditárias, uma coleção de anacolutos, a tábua de logaritmos, algumas raízes quadradas em bom estado e meu calhamaço keynesiano, e fiz aquela cara de quem havia acabado de conseguir o visto de residência permanente no futuro. E então o diretor da empresa me perguntou:
- Você considera viável desenvolvermos um software que nos permita monitorar nosso footprint de logística integrada, ou seria melhor partimos para um network online de franquias comerciais setoriais?

E eu, obviamente, do alto do meu insofismável cabedal, respondi sem hesitar:
- Veja bem, vamos supor que Joaquim tenha 18 bananas...

E nós, o que estamos fazendo???
O que estamos esperando?


Li esses dias uma sátira que comparava a escola com a cadeia.
De fato, o sitema educacional brasileiro estaá mais sucateado que o prisional (que é uma precariedade única). Mas até quando vamos tratar nossos estudantes como marginais, e permitir que nossos professores assim nos tratem?
Até quando vamos formar pobre pra ser peão, e rico pra ser chefe? Até quando vamos domesticar crianças para ser mão de obra?
Até quando?

"We don't need no education
We don't need no thought control
[...]
No! Don't think I'll need anything at all
All in all it was all just bricks in the wall.
All in all you were all just bricks in the wall."

Por MARIAL.P.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ressábios...

Quem não conhece da filosofia de andejo, deveria...


Ressábios (de Luiz Marenco)

Qualquer dia desses vou sentar a sombra
De um tarumã copado que eu mesmo plantei
Repensar a vida cuidar meus ressábios
E fazer com gosto as coisas que eu sei...

Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim?

Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Injúria e crime de racismo

Li esta reportagem, e fiquei pensando sobre ela.

Professora de Mogi das Cruzes detida por racismo

Uma professora de Mogi das Cruzes vai responder a um processo por injúria racial. Testemunhas a viram acusando uma aposentada de ter roubado o carro dela, no fim da tarde de segunda-feira (21), na região central.
A discussão começou quando Sandra Aparecida dos Santos, de 58 anos, chegava ao próprio carro, que estava estacionado. Ela contou que viu a acusada fotografar o veículo e foi questionar o motivo. A agressora, a professora de artes Iracema Cristina Nakano, teria dito que o carro era dela, mas tinha sido roubado, e que uma negra não poderia ter um veículo como aquele.
Várias testemunhas viram a discussão e chamaram a Polícia Militar. A suspeita nega ter feito comentários racistas. Ela diz que desconfiou que o carro era dela porque tinha um parecido e foi roubada, mas que abordou a aposentada com educação.
A professora recebeu voz de prisão por causa da injuria racial, mas pagou a fiança de 545 reais e foi liberada para responder ao processo em liberdade.

Fonte: TV Diário 

A pessoa foi autuada por racismo, haviam testemunhas, mas o registro foi de injúria, caso onde pagando fiança, se responde em liberdade.

O que diz a lei sobre isso:

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 (Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor)
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos

Na constituição brasileira:

Constituição Federal de 1988 - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei

Logo, a lei não está sendo aplicada. Certo?
Nesses momentos me bate um profundo conflito pessoal, pois penso em nossa atuação militante. Trabalhamos inesgotavelmente, pra isso? O Estado institui políticas reparadoras de ação afirmativas para a comunidade negra, e dessa forma combate o racismo?

Fico muito sentida com notícias desse tipo.

Conheço uma porção de pessoas que processou lojas e estabelecimentos comerciais e recebeu retratação (indenização), mas se o racismo é considerado crime, porque ninguém responde juridicamente como reza a lei?
Outra coisa que me faz pensar muito seriamente, é ‘e se fosse eu’ (ou um dos meus), o que faríamos, como seria?
Queremos políticas que garantam e assegurem igualdade a todos, mas também queremos que o judiciário esteja atento e faça cumprir as punições.

Afinal, se 'neguinho apronta', ninguém pergunta antes de prender, não é mesmo?? Porque quando a vítima é o 'neguinho', as coisas não acontecem assim??
Mais atenção, Justiça!

Por MARIA, L.P.