quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Teatro dos Vampiros


Dedico esta ‘canção’ à minha amiga Andressa, que certa vez me disse que as vezes lia esse blog.

No fim de semana, estive sozinha em casa e me pus a pensar sobre muitas coisas, entre elas o passado, a vida vivida.
Almocei com uma tia, fui levar pra ela ver as fotos da minha formatura. Assim fiz a tarde, e fui visitar meu padrinho. Na volta, encontrei a Andressa, amiga que há muito não via. No domingo, almocei com um casal de amigos muito queridos. E tudo isso me fez bem, de alguma forma foi uma visita ao passado.
Sobre aqueles poucos minutos em que falamos, me recordei dessa canção.

Nesses minutos, me dei conta de como mudamos. São mais de dez anos. Mas a Andressa me disse que algumas coisas não mudam: ela continua anti-social, e eu extremamente sociável. Será mesmo?

Mudamos, crescemos, transformamos.
Mas ainda somos as mesmas pessoas. Diferentes, mas ainda somos os mesmos.







Para Andressa.


Teatro dos Vampiros (composição: Renato Russo)

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto.
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.


Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.


Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir...
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.


Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.



Por MARIA, L.P.

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