quinta-feira, 2 de junho de 2011

Marcha da Família

Recebi ontem um email de um amigo muito querido, sobre a Marcha da Família.
O texto, de Reinaldo Azevedo, particularmente me encomodou muito. Recebo muito emails desse amigo, e se que ele tem uma consciência política e se propõe a discutir as coisas. Mas, dessa vez, não foi possível concordar. Segue um trecho do email:

"Cerca de 20 mil pessoas, segundo a PM, participaram da Marcha Pela Família, em frente ao Congresso Nacional, convocada pelo pastor Silas Malafaia. Trata-se de um protesto contra a aprovação do PLC 122, conhecido por Lei Contra a Homofobia. Não se sabe ainda que forma a relatora, Marta Suplicy (PT-SP), dará ao texto na Casa. Na forma como chegou, trata-se de um repto contra a liberdade religiosa e contra a liberdade de expressão. Sob o pretexto de proteger os homossexuais, direitos fundamentais estariam sendo agredidos. [...]"



Frente a isso, respondi o email, com um pouco daquilo que penso sobre a 'polêmica':


"Chamar de 'marcha pela família' algo que chamam de oposição ao 'kit gay' é uma grande hipocrisia. Eu chamaria de marcha pela homofobia.

Só gente boa liderando, a começar pelo Anthony Garotinho (risos).
Sinto pela minha igreja ser tão engessada em se recusar a dicutir, mas essa é a atual conjuntura da nossa sociedade, e ao contrário do que dissem, não é uma pequena represenação gay. Morrem gays todos os dias em beneficio do que chamam de 'bem estar da família brasileira'. Kit gay é demagogia do Bolsonaro.


Eu quero um país para a minha família, mas o que chamam de 'família' hj não existe. É preciso encarar a realidade, sem ódio, sem ignorância, sem hipocrisia e, sobretudo, sem preconceito!


Abraço!
Letícia P. Maria


Graduanda em História - Unisinos
'Amar e mudar as coisas me interessa mais!' (Belchior)"


Acho essa Marcha pela Família uma grande desculpa furada.
É preciso criar novos conceitos, de justiça, de igualdade, de respeito e, principalmente de amor. Já passou da hora da gente repensar a nossa sociedade, e encarar seriamente algumas questões.
Família sim, ódio não. Amor sim, preconceito não.
Fica a dica, meu amigo!


Por MARIA,L.P.

4 comentários:

  1. Ser a favor da discrimação, é ser a favor da ignorância. Lutar por essa falta de respeito, é lutar contra um dos maiores presentes de Deus, o Livre Arbítrio.
    Deveriam existir marchas a favor das famílias destruídas pela ignorância, a favor das famílias que tiveram seus filhos, pais, primos e entes queridos arrancados de suas vidas com brutalidade por seres incapazes de discenir entre o certo e errado.
    Para os gaúchos que ainda tem esse pensamento totalmente ultrapassado e discriminatório, vale lembrar as palavras descritas na nossa bela bandeira rio-grandense "Liberdade, Igualdade e Humanidade".

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  2. É verdade, concordo contigo!
    Se Deus nos Deus o Livre árbítrio, que apelo é esse, que usa as religiões para condicionar as pessoas?!

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  3. Há tempos, as palavras de Deus são distorcidas. Um dos mandamentos que Jesus nos deixou foi, "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."
    O "pré-conceito" está no temor do homem pelo que não compreende. É mais fácil afastar o que nos é estranho, do que tentar compreendê-lo.

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  4. O que me entristece e decepiciona, são as pessoas que tem um poder de liderança nas frentes religiosas e usam dessa posição para minar a cabeça das pessoas, que não são menos culpadas, para propagar esses conceitos contraditórios. Por que as pessoas que pregam a Palavra de Deus, deveriam pregar a paz e amor fraterno entre as pessoas e não essa desordem.
    Do mesmo modo, os políticos que são representantes do povo, deveriam orientar e educar o povo e não representar essa intolerância ignorante das pessoas.

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