terça-feira, 21 de junho de 2011

Advogado é ameaçado de morte por defender vítima de racismo

E ainda tem uns e outros por ai dizendo que eu sou radical, que as coisas não são bem assim, que isso não aocntece hoje em dia. Não mesmo??
No Rio Grande do Sul, um jovem ameaçado de morte por se encontrar em uma situação complexa, frente a polícia. Mas sobrou pra ele por um único motivo: ser negro.
Já cansei dessa palhaçada.

Por MARIA,L.P.



No RS, advogado é ameaçado de morte por defender vítima de racismo


Helder Santos, vítima de racismo, teve que fugir da cidade em que estudava, sim, essas coisas ainda acontecem no Brasil


Radioagência NP

O advogado Onir de Araújo pedirá a prisão preventiva de cinco policiais da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, após ter recebido uma carta anônima com ameaças de morte. Ele atua na defesa do estudante Helder Santos, que no início do ano foi vítima de racismo durante uma abordagem policial.

Jurado de morte por denunciar os agressores, Helder cursava História na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no município de Jagurão, e precisou abandonar os estudos e retornar às pressas para a Bahia. Na ocasião, a diretora do curso saiu em defesa do estudante e também recebeu ameaças. Onir de Araújo, em entrevista ao Coletivo Catarse, revela que o clima de terrorismo cresceu quando a Promotoria Militar aceitou a denúncia.

“Várias pessoas começaram a receber e-mails. Inusitadamente, os e-mails, supostamente, foram postados pelo Major Ferreira [José Antônio Ferreira da Silva]. Era de seu e-mail corporativo ameaças às pessoas que estariam sendo solidárias com o Helder.”

Um dos e-mails dizia: “esse negrinho só levou uns croques da polícia e nada mais. Vamos parar com essa conversinha mole de racismo que isso é coisa de fresco.” O major, que comanda as ações policiais em Jagurão, negou a autoria das mensagens. Onir considera que a situação não é apenas um atentado contra a segurança dos envolvidos no caso.

“Isso revela uma situação institucional de crise, com a existência de setores que não poderiam estar dentro da Brigada Militar, que ferem o próprio princípio constitucional de segurança pública e o estado democrático de direito. Ou seja, deixa a sociedade à mercê de setores que são, digamos, uma verdadeira facção criminosa.”

A carta encaminhada ao advogado foi postada de uma agência dos Correios do município de Pelotas, a mesma de onde saíram as correspondências enviadas à professora da Unipampa.


Disponível em http://blogdocappacete.blogspot.com/2011/06/no-rs-advogado-e-ameacado-de-morte-por.html

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