segunda-feira, 28 de março de 2011

CURSO DE DANÇAS DE FANDANGO

Atenção:

Aos interessados em aprender/praticar as danças gaúchas de salão (danças de fandango)

Semana que vem iniciam duas turmas:

- Turma de domingo: 03/04 na Escola Borges de Medeiros - Rondônia, às 18hs.

- Turma de quarta feira: 06/04 na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande dia - 19h30m.



Com os instrutores Walter e Letícia Maria e Lanceiros Danças Gaúchas de Salão

Esse é mais um projeto dos Lanceiros - danças gaúchas de salão!



Informações: (51)84573605 ou (51)96358554 ou no email lanceiros_nh@yahoo.com.br




Por MARIA,L.P.

terça-feira, 22 de março de 2011

Nós somos Lanceiros!

LANCEIROS




Começamos a dançar por acaso, a convite de amigos começamos fazendo cursos de danças de fandango.

Depois de algum tempo fazendo diferentes cursos, percebemos que queríamos ir além daqueles chamamés, então procuramos uma invernada artística, e passamos a compor um grupo de danças tradicionais gaúchas. Pelas entidades que passamos, tivemos a feliz oportunidade de conhecer muitas pessoas e partilhar de ricas experiências culturais e humanas.
A vida fez que tomássemos rumos diferentes, e o destino fez de nós ‘Lanceiros’.



Os ‘Lanceiros’ surgiram em maio de 2007, com o primeiro Curso de Danças Gaúchas de Fandango, ministrado pelos irmãos Walter e Letícia no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora das Graças (Bairro Rondônia/Novo Hamburgo). Novas edições do curso ocorreram em 2008 e 2009. Devido a positiva repercussão dos cursos e, sobretudo, dos bailes de formatura, em 2010 ocorreram duas edições do curso – a primeira, tradicional no salão paroquial e, a segunda no saguão da Escola Estadual Borges de Medeiros, com o baile de formatura na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande.

‘Lanceiros: danças gaúchas de salão’ se configuraram como tal no início de 2011, contando com os instrutores Walter e Letícia, contando com os colaboradores Michele, Max, Luiz André Batata, Gabriela, Perci, Luiza; além de um profundo apoio e estímulo do amigo Gilmar e do Grupo Eco do Pampa, que desde muito cedo apostou na proposta dos Lanceiros.


Os Lanceiros têm por objetivo a democratização da arte e da cultura gaúcha através da música e da dança. O que conhecemos por cultura gaúcha é um emaranhado de tradições, historicidade, lendas e costumes, que algumas vezes se tornam restritos à entidades e representantes. É importante cultivar as nossas tradições, mas também é preciso dar acesso às pessoas que ainda não as conhecem, de degustar e vivenciar esta cultura através da dança. Dançar agracia a vida e alimenta a alma. E todos gaúcho tem o direito de conhecer e vivenciar a sua cultura.



Por que Lanceiros?


Lanceiros Negros é o nome que foi dado ao corpo de lanceiros, formados por negros durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), estes eram recrutados com a promessa de liberdade ao final da revolução. Eram dois corpos de lanceiros, formados por 8 companhias de 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros. Os lanceiros faziam frente de batalha (por alguns chamados ‘bucha de canhão’), tinham como único armamento as lanças, desprovidos de uniforme e soldo. Os negros foram tiveram um papel fundamental durante a revolução e durante toda a história do Rio Grande, contudo sua importância hisoriográfica ainda é fruto de discussões. Sabemos que o corpo de lanceiros foi executado em uma embocada em Porongos, em novembro de 1844, vésperas do desfechi da revolução. Desarmados e e condenados, morreram unidos sem abandonar o seu maior ideal – a tão sonhada liberdade. Mesmo morrendo em batalha, estes negros jamais deixaram de lutar pela liberdade do seu povo.

Estes negros foram exemplos de luta e resistência. Nós também somos lanceiros, hoje negros e brancos, lutamos pela liberdade e pelo direito ao acesso de todos a sua história e cultura.



'Lanceiros: danças gaúchas de salão' é o nosso novo projeto!
Contamos com todas as parcerias possíveis para a inauguração dessa proposta!

Nossa primeira atividade é o lançamento do 3ºCD do Grupo Eco do Pampa, dia 26 de março na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande.

Neste baile será lançada a primeira edição de 2011 dos cursos de danças gaúchas de salão! Aguarde!

Informações:
http://www.sociedadegauchalombagrande.com/?id=0031523A
http://www.grupoecodopampa.com.br/
Perfil no orkut Lanceiros http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1288430627195138457
Contato: lanceiros_nh@yahoo.com.br

Participe! Pela democratização da arte e da cultura gaúcha já!

Por MARIA, L.P.

segunda-feira, 14 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Feminismos – a mulher negra

Postagem em razão do Dia Internacional da Mulher (atrasado...)




O blog Maçãs Podres coloca na roda: O que as “blogueiras feministas” deveriam aprender com os “blogueiros feministas” – Por um feminismo étnico de classe econômica.

Dentro do Feminismo há diversos feminismos. Pois o mundo das mulheres é extremamente amplo e as histórias e consequências da opressão são diferenciadas. Faça um pequeno esforço e não multiplique estereótipos, a diversidade está presente em qualquer movimento político e social. Entendi a questão acima levantada não como uma maneira de apontar nomes, de dizer quem são as “blogueiras feministas” ou os “blogueiros feministas” ou de mostrar posts em que escrevo sobre a condição da mulher negra, mas sim um convite a reflexão sobre as diferentes batalhas e dificuldades presentes na luta diária das mulheres. O Feminismo é um movimento que busca a igualdade e o fim de preconceitos, mas nem sempre todas as vozes e demandas são ouvidas e contempladas. É preciso estar com sentidos abertos para diferentes maneiras e gestos de se colocar no mundo, para as diferentes representações construídas socialmente. Além de buscar contato com mulheres negras, feministas ou não, minha contribuição hoje é trazer para a roda a perspectiva do feminismo da mulher negra.

Retirei do texto “Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma Perspectiva de Gênero” de Suely Carneiro, Fundadora e Coordenadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, trechos que mostram o quanto algumas colocações e demandas do movimento feminista podem não fazer sentido para muitas mulheres, pois não correspondem a realidade que vivem. Uma mulher é muitas vezes mais livre que outra apenas por estar em determinada classe social. Mulheres brancas e negras possuem diferentes trajetórias devido as relações de raça e cor impostas socialmente. O racismo tem profunda ligação com o machismo, pois trabalham juntos na construção de uma representação equivocada e estereotipada da mulher negra. O Feminismo da mulher negra está profundamente ligado ao fato de que esta mulher nunca foi vista como algo frágil e virginal, a mulher negra sempre foi extremamente sexualizada e vista como escrava. Esse Feminismo traz questões de opressão sustentadas pela tríade raça, gênero e classe. Articulá-las de forma transversal é um dos grandes desafios para o movimento feminista. Enxergar a mulher negra como sujeito político e autônomo também faz parte da luta pelos direitos das mulheres.

O que poderia ser considerado como história ou reminiscências do período colonial permanece, entretanto, vivo no imaginário social e adquire novos contornos e funções em uma ordem social supostamente democrática, que mantém intactas as relações de gênero segundo a cor ou a raça instituídas no período da escravidão. As mulheres negras tiveram uma experiência histórica diferenciada que o discurso clássico sobre a opressão da mulher não tem reconhecido, assim como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida teve e ainda tem na identidade feminina das mulheres negras.

Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas… Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenho tarados. Hoje, empregadas domésticas de mulheres liberadas e dondocas, ou de mulatas tipo exportação.

Em geral, a unidade na luta das mulheres em nossas sociedades não depende apenas da nossa capacidade de superar as desigualdades geradas pela histórica hegemonia masculina, mas exige, também, a superação de ideologias complementares desse sistema de opressão, como é o caso do racismo. O racismo estabelece a inferioridade social dos segmentos negros da população em geral e das mulheres negras em particular, operando ademais como fator de divisão na luta das mulheres pelos privilégios que se instituem para as mulheres brancas. Nessa perspectiva, a luta das mulheres negras contra a opressão de gênero e de raça vem desenhando novos contornos para a ação política feminista e anti-racista, enriquecendo tanto a discussão da questão racial, como a questão de gênero na sociedade brasileira.

Enegrecer o movimento feminista brasileiro tem significado, concretamente, demarcar e instituir na agenda do movimento de mulheres o peso que a questão racial tem na configuração, por exemplo, das políticas demográficas, na caracterização da questão da violência contra a mulher pela introdução do conceito de violência racial como aspecto determinante das formas de violência sofridas por metade da população feminina do país que não é branca; introduzir a discussão sobre as doenças étnicas/raciais ou as doenças com maior incidência sobre a população negra como questões fundamentais na formulação de políticas públicas na área de saúde; instituir a crítica aos mecanismos de seleção no mercado de trabalho como a “boa aparência”, que mantém as desigualdades e os privilégios entre as mulheres brancas e negras.


CARNEIRO, Suely. Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero.In: Ashoka Empreendimentos Sociais; Takano Cidadania (Orgs.). Racismos Contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Editora, 2003. p. 49-58.


Originalmente publicado em Groselha News

terça-feira, 1 de março de 2011

Motociclistas não poderão mais transitar entre os carros?

Projeto quer dar fim ao zigue-zague de motos no trânsito - 27/02/2011 diariodecanoas.com.br
Caso a ideia seja aprovada, motociclistas não poderão mais transitar entre os carros.


Projeto quer dar fim ao zigue-zague de motos no trânsito - 27/02/2011 diariodecanoas.com.br
Caso a ideia seja aprovada, motociclistas não poderão mais transitar entre os carros.


Motocicletas fazendo zigue-zague entre carros é uma cena muito comum nas estradas brasileiras. E um motivo extra de preocupação para quem dirige veículos maiores – medo de se envolver em um acidente, receio de perder um espelho ou ficar com a lataria do carro arranhada, entre outros transtornos. Mas essa liberdade que muitos motociclistas usufruem pode estar com os dias contados.
Tramita na Câmara Federal (em uma velocidade bem inferior a de qualquer veículo de duas rodas, é verdade), o projeto de lei 2.650. De autoria do então deputado Marcelo Guimarães Filho, a iniciativa pretende proibir motocicletas e assemelhados de circular entre carros ou entre o meio fio e os veículos. Quem desobedecer à regra será multado por cometer infração média e vai ganhar quatro pontos na carteira de habilitação. A proposta foi colocada em pauta em 2003. Na prática, fará valer o artigo 56, que propunha justamente esse tipo de proibição ao motociclista, mas acabou sendo vetado da versão final do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997.



Agora vou dar a minha opinião, como motoqueira solitária.

O fato é que isso não vai dar certo. Esta lei esta fadada ao fracasso. Por motivos muito óbvios, no meu conceito.

Em 2008 foi instituída a obrigatoriedade do selo do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industria – nos capacetes.






Resolução Contran nº 203, de 29 de setembro de 2006.

Disciplina o uso de capacete para condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizados e quadriciclo motorizado, e dá outras providências.



Os motociclistas conscientes aderiram, mesmo que isso demandasse um alto custo de manutenção (trocar capacetes, em alguns casos vários, como na minha casa). Na lei entrou em vigor e multou os infratores, além de enriquecer as empresas fabricantes, que venderam uma quantidade absurda de capacetes.



Mas o motociclista goza de uma fama muito ruim, em conseqüência da atitudes de alguns irresponsáveis, e também pelos motoboys, que na maioria das vezes dispõem de pouco tempo, precisando arriscar a vida para executar o seu trabalho.

Entretanto, esse novo projeto de lei não prevê a violência sofrida pelos motociclistas no trânsito – só visualiza o automóvel que perde um retrovisor. Se cada moto que está no trânsito ocupar o seu espaço correto, sinto em avisá-los, não haverá espaço para os carros – ou para as nossas motos.

Eu não tenho o costume de ‘costurar’ o trânsito, até porque perdi muitos amigos por irresponsabilidade, mas em meio a via parada, o motociclista não pode ocupar o espaço de um carro, pois se o faz os motoristas (que reclamam de nós) nos fecham para ocupar o nosso espaço. Os ônibus então, nem se fala! Colocam por cima e nem pensam duas vezes... digo isso pois pego a BR166 todos os dias de ônibus e vejo o que os motoristas fazem!

A minha família tem moto há mais de vinte anos, e eu me criei na garupa do meu pai. Aprendi a dirigir aos quatorze anos, na minha rua, com meu irmão. Mas só peguei estrada, depois de ter a habilitação. Não tenho nenhum tipo de infração. Dirijo na cidade, nas rodovias, em qualquer lugar, sem problemas.

Pra mim, dirigir é um prazer imenso. É indescritível o sentimento de liberdade que tu tens ao dirigir uma moto.

Mas os motociclistas em geral sofrem grandes preconceitos, por causa de alguns. Ninguém respeita a moto no trânsito. Agora querem punir e retalhar o que o próprio condutor de automóvel obriga o motociclista a fazer? Confesso que ainda não consegui entender o intuito desta lei, se é apenas punir e arrancar dinheiro do motociclista (huum, novidade??!) ou se é fazer o trânsito das grandes metrópoles parar de vez.

Salve-se quem puder!



Por MARIA,L.P.