quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A escandalosa tolerância de Jesus

Texto encontrado no site do IHU.

Trago ele pois encontrei aspectos que achei interessante, sobretudo o título.  Fiz alguns recortes das partes que achei mais interessantes, até porque em alguns aspectos o autor, teólogo  José María Castillo, é exptremamente conservador.
De resto, cabem algumas reflexão sobre o papel religioso, moral e humano de Jesus Cristo na nossa sociedade, mas sobretudo o apelo de que precisamos aprender a ser mais tolerantes. Acreditando ou não em Cristo ou no Evangelho, é preciso sim refletir sobre tal exemplo de sensibilidade, coerência, tolerância e amor.


"Se nos atemos ao que contam os Evangelhos, nos surpreendemos com o fato de que Jesus foi escandalosamente tolerante com pessoas e grupos com os quais nenhum homem, reconhecido como observante e exemplar do ponto de vista religioso, podia ser tolerante. Ao mesmo tempo em que se mostrou extremamente crítico com aqueles que se viam a si mesmos como os mais fiéis e os mais exatos em sua religiosidade

(...)

Os relatos dos Evangelhos são eloquentes neste ponto concreto e repetem muitas vezes que o “gentio”, a “multidão”... buscava a Jesus, que a ouvia, a que estava perto dele.

(...)

Jesus sempre defendeu as mulheres,

(...)


segundo os Evangelhos, Jesus teve e manteve, foram com pessoas muito religiosas, ao mesmo tempo que se deu bem com os grupos humanos que a religião depreciava ou perseguia.

(...)


Mas, pelo menos, me parece que é muito mais perigoso dividir-nos e enfrentar-nos por motivos religiosos, de forma que tais motivos justifiquem as mil intolerâncias que tornam a vida tão desagradável e até pode ser que cheguem a torná-la simplesmente insuportável. Isso prejudica a todos. E, além disso, faz mal – e muito – à religião. Por que, então a religião se tornou tão odiosa para não poucas pessoas, muitas das quais sabemos que são pessoas honradas? As religiões terão que pensar este assunto. E terão que fazê-lo urgentemente e com toda honestidade, se é que não querem ser atropeladas pela história ou abandonadas nas valetas dos muitos caminhos deste mundo."
 
 
Exertos do texto de José Maria Castillo,
Por MARIA,L.P

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