segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ontem disse ao meu tio que me tornaria anarquista

Ontem disse ao meu tio, que me tornaria anarquista.
Ele disse que eu deveria cursar jornalismo depois de me formar em História, para que pudesse escrever e ter respaldo da mídia e da sociedade.
Ai fiquei a me questionar, quantos ‘bostas’ nos temos fazendo jornalismo a torto e a direito, escrevendo, falando e reproduzindo tanta inutilidade, considerando que temos muitos ‘jornalistas’ mídia a fora que não tem o ensino fundamental. Vejo isso na minha cidade (minha mãe, trabalhou como empregada doméstica para um ‘jornalista’, dono de uma revista local que não cursou a 5ª série).
Relatei ao meu tio que no hospital, me recusei a chamar o médico da minha mãe de ‘doutor’, com faz todo mundo. A comparação foi mais ou menos assim: o cara tem graduação (assim como os advogados), e assinam como doutores. Ai eu pergunto, preciso ter mais uma graduação para ter respeito e respaldo frente aquilo que eu escrevo? Devo chamar de ‘doutor’ um cara que tem o mesmo nível de formação acadêmica que eu? Pra mim, jornalista é quem tem jornalismo, e doutor quem tem doutorado. Simples assim.
Não creio que um ‘canudo’ me dê respaldo e respeito.
Também disse ao tio que temos alguns ‘líderes’, que foram candidatos na última eleição, e tem uma baita formação acadêmica, e as pessoas não levam a sério. Enquanto tem um monte de analfabeto funcional (e não me refiro somente ao Tiririca, me refiro aos vereadores que eu conheço na minha cidade), que as pessoas acham que eles são ‘os caras’. Logo, uma formação acadêmica não necessariamente nos dão respaldo frente a mídia e a sociedade. O que nos dá crédito são as nossas ações, nossas atitudes e mais nada.
Por ora, escrever é uma pequena atitude. Mas não vou ficar apenas por aqui.
Foi pra isso que vim para este mundo doido, como nas palavras de Belchior “Amar e mudar as coisas me interessa mais”.


Por MARIA, L.P.

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