quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Notícias sobre a minha Mãe!

Hoje escrevo apenas para fazer algumas comunicações, boas notícias!

Depois de tantos sustos e preocupações, a mãe está melhor. Bem melhor.
Ontem, tirou o gesso do braço, e pode ir tirando o colete aos poucos. As costelas estão calcificando bem, a clavícula é que vai demorar um pouco mais. As dores continuaram por um bom tempo, mas para a idade e para a saúde dela, a recuperação está mais rápida que o previsto.
Minha mãe é forte. É uma guerreira.

Minha mãe é uma daquelas mãe 'tipo bicho', que faz tudo pra ver a cria bem. E esses dias que ela ficou/está ficando dependente, foram cruéis pra ela. Mãe ta acostumada a fazer as coisas pros outros, abrir mão das suas preocupações pelos problemas dos seus. Pude entender um pouquinho do que ela passou das vezes que o Mano se acidentou de moto. A preocupação, o medo, a dedicação. Estou certa que a minha 'atuação' foi pequena, comparando com o que ela teria feito se um de nós estivessemos no lugar dela.
Triste não é ter que fazer pelo outro, mas é ver que o outro não consegue mais.
Mas isso está passando, e muito em breve, ela vai estar dançando nos bailes com a gente. Até de manhã.
Minha mãe é um dos meus maiores orgulhos. E se estou na luta, luto também por ela.

No hospital, enquanto a mulher da cama ao lado surtava, eu de alguma forma entendia. A direção do hospital acionou a assistente social para localizar o filho dela, que quando lá chegou, além de ser um grande estúpido, não deu a minima para ela. Um amigo me falou, que este é o tipo de coisa que é colheita do que plantamos. Mas não posso acreditar que um ser humano possa tratar uma mãe daquela forma. É muito cruel.
Não era a minha, mas era uma mãe.
Sei quantas são as mulheres que dão duro para criar seus filhos, e acabam envelhecendo doentes e sozinhas. Sou fruto de uma família tradicionalmente bem estruturada, que vive bem, tranquila.
Mas aprendi no suor dos meus pais a dar valor as coisas, e a lutar pelo que é correto e justo.

Mãe, essa canção é pra ti... pois sei o quanto gosta dessa letra e desse chamamé!




Por MARIA,L.P.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

História - uma das flores da esperança

"História:
A História não passa de rabiscos escritos por homens e mulheres no solo do tempo. O poder traça o seu rabisco, elogia-o como escrita sublime e o adora como se fosse a única verdade. O medíocre limita-se a ler os rabiscos. O lutador passa o tempo todo preenchendo páginas. Os excluídos não sabem escrever… ainda."

Liberdade, luta, história: As três flores da Esperança - EZLN


Por MARIA,L.P.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Então, as chuvas

Neste fim de semana evitei (mais que o normal) de assistir televisão.
Minha família normalmente fica muito agitada ao ver imagens de enchentes, então evitamos assistir isso na televisão. Claro que acompanho as notícias, mas as imagens, prefiro sinceramente evitar.

Mas o que acontece nesse tipo de situações, é que todos são iguais nas tragédias. Preto e branco, rico e pobre, homo e hetero... como diria Rita Lee 'tudo vira bosta'.
De forma alguma, me agrade ver isso, mas me questiono se é necessária a tragédia para que as pessoas se deem conta que são igualmente atingiveis e vuleráveis. Isso é tão triste.
Certa vez, na enchente de maio de 2008 (lembro bem daqueles dias) que o Rio dos Sinos adentrou a casa da minha família e da minha vizinhança, fiquei alguns dias sem ir par a universidade. Retornei, quando estavamos ficando na casa de uma tia, minha mãe e eu. Na época, eu ia de van para a aula, em razão da distância e dificuldades de ir de ônibus a noite de extremos de uma cidade a outra. Quando voltei a frequentar as aulas, os colegas mais próximos, que sabiam o motivo da minha ausência, perguntaram como estava a situação. Entretando, como sabemos muitas dos sujeitos que usam van para a universidade são projetos de uma classe média ascendente e, esses sujeitos ao passar pela ponte sobre o Rio, podendo observar uma minúscula parcela do estrago causado pela violência das águas riam 'esses miseráveis tem mais que morrer, ninguém mandou morar na beira do rio e debaixo da ponte'. Certamente, depois daquele dia passei a destestar os colegas de van. Além de ter que enfrentar a estrada todos os dias, ter que ouvir m** de energumenos que não tem a menor noção de realidade... enfim.
O caso, é que ninguém escolhe morar em local de risco ou embaixo da ponte. Mas o fato é que a população, em geral não tem idéia do que é um local de risco. Vi, muitas pessoas que não tinham nada, perderam absolutamente tudo, inclusive a dignidade numa enchente. Mas também vi muitas pessoas teoricamente inatingíveis, sofrerem com os mesmos prejuízos financeiros e morais que o pessoal da beira do rio. Claro, que para estes se reestabelecer vai ser mais fácil, como foi para a minha família, comparando a tantas outras que antes de recuperar as suas coisas, foram atingidos novamente. Diferentemente que do Rio, onde os menos atingidos perderam as suas casas, quando os mais atingidos perderam as suas vidas.
Mas o que me motivou a escrever sobre as enchentes, é que assim como a minha vila foi capa de jornais, sendo insclusive sobrevoada pelos câmeras da RBS e da GLOBO, enquanto estávamos embaixo d'água, éramos notícia. Assim, como foi em Santa Catarina, em São Paulo, em Minas, e agora no Rio. Mas assim que a água escoa e a população retoma a sua vida cotidiana, volta a ser esquecida, até o próximo desastre.
Toda a discussão de prevenção contra enchentes, sugerida pela Defesa Civil, em 2008 foi arquivada, por não se nenhuma emergência.
Creio que toda esta tragédia demore a ser esquecida. Mas espero que as pessoas não tornem a lembrar disso somente quando sentirem a água nos seus tornozelos.


Leia mais no IHU:

Tragédia do Rio. ONG conclama às responsabilidades públicas

Ambientalista diz que tragédia na região serrana do Rio de Janeiro é resultado do desrespeito à Mata Atlântica

Tragédia expõe falhas na política habitacional

Para especialistas, prevenção de enchentes deveria ser como a de vulcões e terremotos



Por MARIA, L.P.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudosista

"As vezes me acusam de saudosista.
Como se sentir saudades fosse uma coisa vergonhosa
."
(Gilberto Freire)


Saudades, apego ao passado, uma certa melancolia insitente.
Seriam coisas de historiador, que 'vive de passado'?
Seriam coisas coisas da vida, que a gente sente e pronto?
Seria loucura então?
Seria?
Seria saudade, apenas.


Por MARIA,L.P.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ontem disse ao meu tio que me tornaria anarquista

Ontem disse ao meu tio, que me tornaria anarquista.
Ele disse que eu deveria cursar jornalismo depois de me formar em História, para que pudesse escrever e ter respaldo da mídia e da sociedade.
Ai fiquei a me questionar, quantos ‘bostas’ nos temos fazendo jornalismo a torto e a direito, escrevendo, falando e reproduzindo tanta inutilidade, considerando que temos muitos ‘jornalistas’ mídia a fora que não tem o ensino fundamental. Vejo isso na minha cidade (minha mãe, trabalhou como empregada doméstica para um ‘jornalista’, dono de uma revista local que não cursou a 5ª série).
Relatei ao meu tio que no hospital, me recusei a chamar o médico da minha mãe de ‘doutor’, com faz todo mundo. A comparação foi mais ou menos assim: o cara tem graduação (assim como os advogados), e assinam como doutores. Ai eu pergunto, preciso ter mais uma graduação para ter respeito e respaldo frente aquilo que eu escrevo? Devo chamar de ‘doutor’ um cara que tem o mesmo nível de formação acadêmica que eu? Pra mim, jornalista é quem tem jornalismo, e doutor quem tem doutorado. Simples assim.
Não creio que um ‘canudo’ me dê respaldo e respeito.
Também disse ao tio que temos alguns ‘líderes’, que foram candidatos na última eleição, e tem uma baita formação acadêmica, e as pessoas não levam a sério. Enquanto tem um monte de analfabeto funcional (e não me refiro somente ao Tiririca, me refiro aos vereadores que eu conheço na minha cidade), que as pessoas acham que eles são ‘os caras’. Logo, uma formação acadêmica não necessariamente nos dão respaldo frente a mídia e a sociedade. O que nos dá crédito são as nossas ações, nossas atitudes e mais nada.
Por ora, escrever é uma pequena atitude. Mas não vou ficar apenas por aqui.
Foi pra isso que vim para este mundo doido, como nas palavras de Belchior “Amar e mudar as coisas me interessa mais”.


Por MARIA, L.P.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mártires





Uma sutil lembrança aos bandidos sujos e hipócritas: nossos deputados.

Por MARIA,L.P.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Jornal e eu...

Em fins de novembro/inicio de dezembro fiz um trabalho para a cadeira de Américas: imperialismo e globalização sobre a América no Jornal.
Para o trabalho, fiz análise de dois jornais, um o Jornal do Brasil Digital e outro o Jornal NH, que tenho assinatura.

Discutíamos com a professora Heloisa Reichel, e tive dificuldades em aceitar, mas agora entendo bem. Passei alguns tempo divagando sobre a imparcialidade dos meios de comunicação, e de como eu acreditava que isso era possível. A Reichel podou minhas asinhas e disse que imparcialidade não existe (afinal, ela pesquisa em jornal). Mas tirei a prova essa semana.

Escrevi o texto “Minhas revoltas, e espero que não sejam só minhas” e enviei para o jornal, na coluna Opinião. Levou dias para ter uma resposta, mas enfim na segunda feira (dia 03 de janeiro) me responderam, pedindo dados e dizendo que o texto foi para análise. Contudo, hoje (05 de janeiro) tive outra resposta do jornal, mas da Coluna Interativo.
Mas agora vejam a imparcialidade do jornal:


Boa tarde Letícia, tudo bem?

Estou entrando em contato contigo a respeito de um artigo que enviaste à nossa coluna de opinião. Infelizmente, os nossos espaços já estão comprometidos com os colunistas fixos. O único que temos mais livre já está com vários artigos para serem publicados. O que posso sugerir é que você passe uma das reclamações como interativo, mas são textos curtinhos, que encaminharemos à Prefeitura e publicaremos na seção interativo. Pode enviar uma em uma semana e na outra a próxima que vamos encaminhando...
Se tiver qualquer dúvida é só entrar em contato, ok?

Att

E como moça muito delicada que sou, respondi o seguinte:

Boa tarde,

É uma pena que uma coluna denominada 'opinião' seja uma coluna fechada, com colunistas fixos. Até porque não é necessariamente isso que diz no jornal, não é mesmo?

Meu texto diferentemente do que propõe o interativo, não busca simples reclamações, as quais bem sei que a prefeitura não da a mínima (sei porque já trabalhei pela prefeitura e conheço muito bem a sua metodologia), meu texto traz uma manifestação de revolta e repúdio aquilo que a nossa comunidade hamburguense está acostumada, e ainda assim permanece calada.

Estranho essa resposta, visto que a resposta que tive anterioremente,´pediu os meus dados pessoais e dizia que meu texto iria para análise. Se o texto não pode ser publicado, o que se faz com os meus dados?
Agradeço a resposta, visto que eu já nem mais a estava esperando, mas não estou implorando migalhas. O jornal deixa claro que as opiniões são de responsabilidade dos autores, e não pode se comprometer com outros textos, mas essa resposta me parece que não é exatamente essa a posição do jornal...
Mas tudo bem, talvez eu mande uma reclamação do jornal, sobre a coluna Opinião para o interativo.

Grata pela atenção,



O fato, é que “opinião” só conta a do editor. Claro, como todo mundo, estou careca de saber que a opinião das “massas” não conta. Mas estou cansada se ser feita de idiota.
Pra mim chega.
Não querem publicar, tudo bem. Mas calada eu não vou ficar, não mesmo!


Por MARIA,L.P.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para 2011

Amigos,

feliz 2011.


Esse Natal para mim foi sem muitas comemorações. A única comemoração foi a vida... a vida da minha família, dos meus amigos, dos meus.
Que nesse ano novo que surge possamos celebrar a vida, que possamos viver a vida plenamente.
Para 2011 lutas e conquistas, revoltas e mudanças, sonhos e realizações, paz e bem.




"Por meio da nossa dor, os faremos perceber sua injustiça.
Terão o meu corpo, não minha obediência."
(Gandhi)




Por MARIA, L.P.