terça-feira, 28 de setembro de 2010

O melhor, o bom e o suficiente

Decidi que hoje não vou esquentar a cabeça, não vou perder o sono, não vou estragar o humor, não vou deixar de comer doce.
Não hoje.

Hoje não é nenhum dia especial, não aconteceu absolutamente nada e nem vai acontecer... A temperatura está mediana, o sol se esconde por entre as nuvens, o telefone não toca, ninguém passa pelo corredor.

Nada de diferente.

Mas hoje eu não quero me aborrecer. Não vou perder o pouco que me resta de jovialidade em coisas desnecessárias.

Vou deixar acontecer.
Que a vida se deixe fluir. Que as coisas sejam naturais. Que a flor desabroche ao seu tempo, para que eu possa contemplar as suas cores... quando elas quiseres pintar os meus dias.

Até lá, que o vento sopre.

Que o vento sobre as folhas verdes no meu rosto, e que eu possa sentir o toque de um raio de sol.
Que eu sinta que a vida é algo sem explicação, podendo assim partilhar essa essência com quem quiser...

Hoje eu não vou me preocupar com o futuro. Nem com o imperialismo norte americano. Nem com o populismo, com o desemprego, com...
Ah, o desapego sim, é uma arte.
Mas eu ainda não consigo me aventurar assim.


Enquanto tento exercitar este tal desapego, vou meditar e tentar não me preocupar com tudo ao mesmo tempo.
Que cada coisa possa fluir ao seu jeito. Cada ser, cada situação, cada preocupação, cada problema, cada solução.


Que as coisas não seja com devem ser ou como eu quero.
Que as coisas sejam de acordo com o melhor, para cada um... para todos.

O melhor, o bom e o suficiente.

Por MARIA, L.P.

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