quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O feriado e nós

No sete de setembro, me peguei a refletir sobre um tweet da Carol, que disse:

@riotcarolzinha "4 de julho nos EUA é dia de festa em casa e na rua... 7 de setembro no Brasil é dia de ver os militares desfilando ou dormir até doer"

Parei pra pensar nisso.
Dormi até tarde, e fui almoçar no meu irmão. Não por comemorar algo, mas para não cozinhar mesmo... fiz faxinha e coloquei minhas coisas em ordem em casa. Mas só fui me dar conta do feriado que me permitia estar em casa, quando li o tal tweet. Me bateu uma decepção meio que de cunho nacionalista.

Onde está a nossa consciência de unidade nacional? Talvez porque não reconhecemos a nossa história, como em outros lugares, que gritam aos sete ventos que são daquele país e que a sua história contrói a identidade dessa população.

E nós?

Vamos esperar o 20 de setembro, e ver o que acontece.
Será que no próximo feriado, vamos ver uma representatividade popular no desfile farroupilha, ou vamos contemplar mais uma vez uma pequena elite desfilando seus cavalos gordos na avenida?
Espero que não.

Sejamos nós. Mas é importante que sejamos alguma coisa.
Para um povo sem identidade, que não conhece a sua história, sobra pouco. Pouquíssimo!


Por MARIA, L.P.

2 comentários:

  1. Foi exatamente com essa idéia que escrevi o tweet...
    Não temos nenhuma representação popular na independência do Brasil, nem em 1822, nem em 2010, muito menos um sentimentoo orgulhoso de nacionalidade.
    É triste isso, mas quem sabe, nós historiadores ainda conseguimos fazer alguma coisa quanto ao assunto.

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  2. Carol,
    não temos nenhuma representação popular nacional, ao meu ver. A nossa representatividade é praticamente nula. O pior, é que as tentativas de uma construção deste sentimento sempre foram muito ruins.
    Muitas vezes não nos damos conta, mas sentimos falta disso, mas não fazemos nada pra mudar.
    Espero que saibamos o que fazer.

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