terça-feira, 24 de agosto de 2010

O segredo é sorrir, fingir que não é comigo e continuar a dançar

Sabádo, 21 de agosto - IV Baile de Formatura de Fandango


Já é o quarto ano que meu irmão e eu ministramos o tal curso de danças de fandango. Já fazem quatro ano que deixei os CTGs, que abandonei o MTG, que abri mão daquela novela toda.

Uma das coisas que mais gosto de fazer na vida, é dançar. Dançar é uma das minhas paixões... e poder dançar, é uma bênção. Dou aula de dança porque gosto de dançar, porque gosto de ver as pessoas superando a si próprias, como fiz outrora. Dançar é uma das maiores expressões corporais de liberdade. A dança significa muito pra mim... e apesar disso já fazem quatro anos que não mais danço, regularmente, representando uma "entidade tradicionalista". O pior, é que me sinto muito bem com isso.

O baile de sábado foi ótimo. A comida estava ótima, a música foi maravilhosa, os meus alunos felizes, as pessoas todas alegres e aproveitando a noite. Fiz o mesmo: me acabeeei dançando. Fazia tempo que eu não dançava assim!


Mas com o encerramento desse curso, pude refletir uma série de coisas, e uma das mais importantes é a elitização e o monopólio dos participantes do dito Movimento Tradicionalista. Nosso baile foi ótimo, sem dúvidas, mas por mérito daqueles que lá estavam, e não por hatear uma bandeira qualquer.
Os cozinheiros, são aqueles que sempre o fazem, na Igreja.
Os músicos, os mesmos do ano passado (ótimos, diga-se de passagem).
O jornal, que não quis divulgar nem o curso, muito menos o baile.
Os professores, dois irmãos negros sem selo de porcaria alguma.
As pichas, mais imporvisadas imposível, pois tudo o que poderia dar errado deu: costura mal feita, quebra no prazo de entrega...
O povo, que não entende nada dessa "cultura gaúcha", se divertiu sem nenhum desrespeito à bandeira.

Enfim, as possibilidades de dar errado, foram inúmeras. Mas não deu.
E alguns "instrutores" por assim dizer, não nos levam a sério.
Porque somos negros? Porque somos jovens? Porque não temos Cfor? Porque não temos ISO? Ou porque fazemos aquilo que gostamos e não estamos nem ai pra esse monte de bobagem.

Sabemos que a nossa "cultura" não passa de uma invensão.
Estamos todos cansados de saber que os príncipios de um movimento não são representativos. O MTG, através dos CTGs, das patronagens, das prendas e mesmo dos próprios grupos de dança jamais me representou. Nunca fui respeitada como tal. Já transitei em alguns espaços e posso dizer que não me serviu de nada... só arrancou o meu dinheiro e a minha dignidade.

Dar valor a História, é outra coisa. Mas idolatrar um conto da carochinha, é outro.
Abandonei o tradicionalismo, porque ele me fazia mal. Ainda faz, de alguma forma.
Mantenho alguns dos poucos amigos que desse espaço me sobrou.
Mas tem um monte de gente que nesse meio (notem: muuuita gente) que não suporta a mim e ao meu irmão. Não fiz nada, além de ser quem sou... mas se não querem gostar de mim, tenha um motivo: que que todos se explodam!! Que vá tudo pelos ares!


No primeiro dia de aula, deixei bem claro para a turma, que não me interessava doutrinar ninguém, formar dançarinos ou associar todos em um CTG qualquer. Meu objetivo era ensino apenas a cada um a gostar da música, e partindo dai dar seus primeiros passos... o resto cabe a cada um.
Fiz minha parte: apresentei o que há de melhor na música gaúcha.
Ensinei aquilo que sei, em relação à dança.
Pedi para que respeitassem, afinal existem um Movimento Tradicionalista que, gostando eu ou não, influencia a elite tradicionalista do estado.
Apresentei a pilcha, mostrei variações e a importância dela na nossa sociedade.

Não precisam gostar de mim... mas ideologias furadas, sem fundamento, cultura inventada e o respeito a uma elite conservadora. Sinto muito, nisso eu não posso ajudar.


O meu segredo é sorrir, fingir que não é comigo e continuar a dançar.

Por MARIA,L.P.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poemas...

Os Poemas - Mário Quintana

"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti ... "


Por MARIA, L.P.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A flauta e o vento

A flauta e o vento – Historinha Zen


- Onde vai o senhor?
- Vou onde toca o vento.
- E quando não há vento?
Tirando sua flautinha do bolso,o mestre respondeu:
- Então eu faço o vento.
E saiu tocando a flauta.



Por MARIA, L.P.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Oportunidades

Agradeço pelas oportunidades.
As oportunidades que aparecem nas nossas vidas são decisivas.

Cabe a cada um de nós saber o que fazer com elas.

E nunca, jamais uma oportunidade aparece duas vezes. Ou abraços com força, ou ela voa, como uma folha ao vento...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As coisas nas quais eu realmente acredito

"Eu te disse, quando a gente começar a cantar "quem é que vai?" tu vai chorar."


Foi o que eu disse a um dosm meninos que serviu junto comigo no fim de semana. Aconteceu o 9ºOnda lá da paróquia, e muitas coisas boas e ruins ocorreram, como de costume. De fato, cada Onda é um Onda. Nunca é igual, nem parecido. Vi muita gente chorar, chorar mesmo, de soluçar... uma vez disseram pra nós que isso não precisava a contecer, mas quando acontece, temos certeza que de alguma forma mexemos com o coração alheio.

Não há nada mais impressionante do que ouvir um "eu te amo" entre lágrimas, da boca de um amigo.
Sobretudo, quando tu acompanhou todo o crescimento deste teu amigo. Tu viu ele brincar, crescer e se ternar "gente grande"... Ai tu vê as coisas que realmente valem a pena.

Vale a pena servir.
Servir por fé, servir por amor, servir por acreditar.
Eu tenho fé, mas tenho dúvidas.
Eu tenho amor, mas não tenho humildade suficiente.
Eu acredito, e isso sim é inteiro!
Acredito que o grupo de jovens, que se une em nome da fé, e cresce pelo amor faça a diferença na vida das pessoas.
Acredito que quando tu ouve alguém, tu alivia o coração dela.
Acredito que quando tu te mostra disponível, tu sempre vai ser útil de alguma forma.
Acredito que o amor faz qualquer coisa. E foi o que o Maninho disse, em outras palavras, quando disse porque ainda está no Onda. E esse é a minha maior motivação... ver no olho dos que amo que todo o sofrimento vale a pena, porque nunca estaremos sozinhos quando lutamos por aquilo que é certo.
E não há nada mais certo que o amor.

Doze anos da minha vida dedico ao amor.
Amor ao Onda, aos meus amigos, a Deus.
Amor, mas sobretudo fé. Fé no Onda, fé nos amigos, fé em Deus... fé na existência.

Acretido na vida e nas pessoas.
Quando sonho em mudar o mundo e as realidades, esse é o meu modo.
O amor. Por que a vida, a fé e Deus não são nada, que não seja amor.



Por MARIA, L.P.