segunda-feira, 19 de julho de 2010

A chuva, o frio, a vida.

Hoje amanheceu menos frio que na semana que passou, mas a chuva insiste em permanecer.
Dias chuvosos me deixam profundamente desanimada.
Há um tempo atrás, eu gostava dos dias chuvosos. Chegava em casa depois da aula, tomava um banho quente e ficava embernando o resto do dia... eu achava a vida ruim, que ironia.
Depois de alguns episódios que a vida insistiu em me fazer protagonizar, passei a ter medo das chuvas, a perder o sono quando tem temporal, a ligar para casa pra ver se está tudo bem.
Dias de chuva me fazem pensar, geralmente naquilo que não quero... nas coisas tristes e preocupantes que uma tarde ensolarada é capaz de iludir.
Sim, a chuva.
Quando eu cantarolava com meus pequeninos alunos nas manhãs chuvosas, eu tentava iluminar o coração daqueles anjos, que muitas vezes já tinham visto coisas muito piores que eu, a adulta responsável, havia visto nas chuvas. E se fizesse como meu irmão e eu fazíamos quando éramos crianças: quando batia o medo da chuva, desenhávamos um sol, amarelo e grande para colar na porta, e tentar se convencer que está tudo bem, mesmo sabendo que não está.
É triste olhar para a chuva com a mente cheia de preocupações. Mas é ainda mais triste olhar ela com o coração cheio de ilusões. E deste mal, eu estou me libertando.

Ah, a chuva, o frio... São fenômenos que têm influência direta no nosso humor, na nossa rotina, nas nossas vidas. Mas são tantas as coisas que de fato têm influência nas nossas vidas.
Procuro a cada dia que passa permitir que cada vez menos coisas influenciem na minha vida. Que tenha influência somente àquilo que realmente importa, e mais nada. Se bem, que nem sempre sabemos o que realmente importa, o que deveria importar.

O frio, outra coisa que me abala de verdade. Apesar de gostar do inverno, sofro muito com o frio. Me entristece isso, pelo fato de que tenho roupas, calçados e uma cama quente... e continuo a me queixar do frio.

É, a vida. Lidar com as intempéries do tempo são coisas cotidianas, amenas, pouco importantes, ao menos é o que elas parecem. O fato é que a vida é como um dia frio e chuvoso... mas cabe a criança que há em nós desenhar o mais belo sol e colar na porta de entrada: não para imaginar a beleza onde não tem, mas para lembrar que atrás das nuvens carregadas, mora o sol. E ele sempre estará lá, mesmo que nos esqueçamos dele.

E assim é a vida.

Por MARIA, L.P.

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