domingo, 25 de abril de 2010

Sobre um chão de giz...






"Eu desço dessa solidão e espalho coisas sobre um chão de giz...."

Hoje acordei bem, feliz.
Tive uma noite sossegada, um sono suave, a cama quente. Acordei tarde, cevei um mate, almocei com a família. Programação morna, mas aconchegante. Demais!

Li o jornal e vi as coisas horríveis que estavam acontecendo lá fora. Mas na hora do mate, isso não importa, nada importa. Hora do mate é a hora so sossego. Em um sábado frio, úmido e nublado, em casa, matear com a família pode parecer sem graça, mas como isso me faz bem. Não sou, nunca fui muito caseira... mas valorizo muito aqueles momentos únicos e simples. Coisas simples da vida.

Penso que é isso que faz a vida gostosa. As coisas simples.

Coisas simples fazem a vida bonita!
Um mate.
Um abraço forte.
Uma risada gostosa.
Um carinho.
Um telefonema.
Uma carta.
Um bilhete.
Uma palavra doce.
Um suspiro.
Uma canção.
Um verso.
Um acorde.
Um reencontro.
Uma saudade.
Uma lembrança.


Talvez eu valorize essas coisas bobas, por ser uma romântica por natureza... por prestar atenção em pequenas coisas, por estar desatenta ao restante do universo. Talvez ainda porque penso que é isso que fica das pessoas em nós, pequenos sinais. Sinais estes que significam muito, significam tudo aquilo que todas as palavras aqui escritas não conseguem expressar.

São essas as pequenas coisas que em mim ficaram, daqueles que partiram, daqueles que tomaram rumos diferentes dos meus, daqueles que estão geograficamente perto, mas imensamente distantes. São pequenas coisas que me fazem adormecer todas as noites com a certeza de que valeu a pena viver cada dia.

São pequenas coisas que me motivam a levantar da cama todas as manhãs e enfrentar a vida.

São pequenas coisas que fazem valer a pena ter fé na vida.

O tempo passa. As pessoas passam. A vida passa.

Ficam apenas as pequenas coisas, pelas quais vale a pena viver.


"No mais, estou indo embora..."


Por MARIA, L.P.

Nenhum comentário:

Postar um comentário