sexta-feira, 30 de abril de 2010

O doce e o amargo, indistintamente

Sexta feira...
Uma linda manhã gelada.


Sempre penso que nasci na época errada.
Como podem certas músicas consideradas "ultrapassadas" caberem tão alinhadas no nosso cotidiano? Ao meu cotidiano. Talvez eu realmente esteja passando pela Terra no momento errado. Cheguei tarde.
Talvez isso siga como mais uma reflexão, ou uma memória descabível.

Lembro apenas que o passado nos alimenta. Não somos nada mais que frutos do passado.

Deixo hoje palavras do 'mestre' Ney Matogrosso... Acordei pensando nessa canção.

Reflexões para um novo dia.



O doce e o amargo - Secos e Molhados

"O sol que veste o dia
O dia de vermelho
O homem de preguiça
O verde de poeira
Seca os rios os sonhos
Seca o corpo a sede na indolência
Beber o suco de muitas frutas
O doce e o amargo
Indistintamente
Beber o possível
Sugar o seio
Da impossibilidade
Até que brote o sangue
Até que suja a alma
Dessa terra morta
Desse povo triste
"


Por MARIA, L.P.

Nenhum comentário:

Postar um comentário