segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tempo? Quem precisa dele, afinal...


Sem tempo...

Na verdade, dispondo de pouco tempo (creio que seja mais apropriado).

Trabalhando de novo, com Educação Infantil, dividindo meu tempo com a pesquisa, é claro.


Letícia de volta às salas de aula!

Mas apesar de não ter mais vontade de trabalhar na Ed. Infantil, estou feliz, pois sei que apesar de qualquer coisa, meu trabalho e minha experiência estão sendo valorizados... e é isso que conta!

Deixo então os preciosos versos de Aniteli, para reflexão...




Eu não sei na verdade quem eu sou - ANITELI, Fernando.


"Eu não sei na verdade quem eu sou, já tentei calcular o meu valor.

Mas sempre encotro sorriso e o meu paraíso é onde estou.

Por que a gente é desse jeito, criando conceito pra tudo que restou.

Meninas: são bruxas e fadas.

Palhaço: é um homem todo pintado de piada.

Céu azul: é o telhado do mundo inteiro.

Sonho: é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro...

Mas eu não sei na verdade que eu sou, (...)

Encontrar de onde vem a vida, por onde entrei deve haver uma saída.

E tudo fica sustentado pela fé...

Na verdade ninguém sabe o que é...

Velhinhos: são crianças nascidas faz tempo.

Com água e farinha: eu colo figurinha e foto em documento.

Escola: é onde a gente aprende palavrão.

O tambor do meu peito: faz o batuque do meu coração.

(...) eu não sei na verdade quem eu sou...!"


Perceber que a cada minuto tem um molho chorando de alegria e outro chorando de luto.


Tem louco pulando o muro,

tem corpo pegando doença,

tem gente trepando no escuro,

tem gente sentindo ausência.

Meninas: são bruxas e fadas.

Palhaço: é um homem todo pintado de piada.

Céu azul: é o telhado do mundo inteiro.

Sonho: é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro...


Eu não sei na verdade que eu sou!"


Na verdade, realmente não faço a mínima idéia de que eu realmente seja, sei apenas que simplesmente sou assim. Tal qual Aniteli, Lamentavelmente, eu sou assim. E novamente fico por aqui, aguardando os dias que virão...
Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

sábado, 2 de maio de 2009

Afinal, que somos nós?

Já que hoje é 1° de Maio, dia do trabalho, dedico minha postagem a todos os brasileiros trabalhadores...
Esse texto, escrevi na noite de 23 de abril, para a aula de Pensamento Social Brasileiro. Para finalizar o conteúdo do PA, assistimos um documentário "Um olhar estrageiro", que falava do olhar dos europeus em relação ao Brasil... Particulamente, gostei do texto, mas como tive um A+ com a Professora Eliane Fleck, percebi o texto como muuuito bom, afinal, não é sempre que se tira um A com essa professora (que é muito boa, mas extremamente exigente) e, esse foi o meu primeiro (o que fez com que eu me sentisse muito bem). Então, gostaria de compartilhar o texto com todos...



"Afinal, quem somos nós?"

Na noite de hoje, vou decepcionada embora da universidade. Depois de um longo dia de trabalho junto à famílias negras carentes e uma breve visita à reitoria, me deparei com um documentário "Um Olhar Estrangeiro" sobre o Brasil, que dizia que a nossa identidade nacional, em suma se caracteriza por praias, florestas, mulatas, samba, caipirinha, futebol, sunsualidade e exotismo. estes vários conceitos me entristeceram quando ouvi da colega ao lado "Mas eu não sou brasileira" e, assim me dei conta que esse Brasil não existe.
O documentário abordava e torno de quinze diferentes filmes, de produção européia, entre os anos 60 e 90. De forma geral, os filmes falavam do exotismo do Brasil e da sensulidade das mulheres. A bem da verdade, o exostismo aboradado, o exostimo abordado, eu jamais vi nas ruas do meu país... As produções cinematográficas falavam de belas praias (em São Paulo??), das lindas mulheres de "enormes traseiros" que faziam toplles, dos homens que não trabalhavam e passavam o dia tocando samba, do futebol (algo que o brasileiro sabia fazer, pos não fazia nada além diso). Outro ponto "bem" abordado foi a sensualidade da (libidinosa) mulher brasileira, sobretudo as negras, que todas possuíam corpos esculturais e andavam praticamente nuas. Particularmente, me chamou a atenção a respeito da fauna/flora apresentados, pois os macacos apareciam constantemente em vários cenários, além de haver surgido o comentário a respeito dos mitos da Floresta Amazônica (que, segundo apresentada, ficava na região Sul do país).
A bem da verdade, ao me dar conta com o que era exibido nos filmes, fiquei impressionada, pois foram apresentados relatos de pessoas que não conheciam o Brasil, mas expunham suas visões. Causou maior espanto quando os autores dos filmes disseram que eram "aspectos fortes"da cultura brasileira; que os artistas não faziam idéia de que de fato estavam apresentando; de que os filmes sobre o Brasil foram gravados em inglês, francês e espanhol e que os cenários, em sua maioria ficavam nos Estados Unidos.
Depois de tais observações, me questionei "de que Brasil estão falando"? Certamente não é do que eu e meus colegas conhecemos! O Brasil que eu conheço tem gente de verdade, que não possui um corpo perfeito, que não escuta nem dança samba; gente que trabalha -e muito - para sustentar família; gente que não é feliz o ano inteiro; gente que não gosta de mar, ou que gostam e não tiram férias para ir à praia; gente que viu macaco uma vez na vida, em um zoológico qualquer... Enfim, gente comum, que como em qualquer lugar do mundo leva uma vida perfeitamente normal e sem exotismo algum.
Quando hoje, a colega disse "eu não sou brasileira", eu contrapuz: "eu sou, só não sou nenhum tipo de estereótipo!". Ao contrário do que disse um dos produtores "então dancem menos e fiquem feios, se querem respeito", eu digo que a nossa bagagem cultural não é esse poço de exotismo e libertinagem apresentada, mas um enorme leque de crenças, danças, produções bibliográficas. Brasileiro não precisa andar nu ou subir em árvore para parecer interessante aos olhos estrangeiros, mas apenas ser o indivíduo que ele é, todos os dias do ano.
Mas afinal, quem somos nós? Nós, brasileiros, somos uma construção política e histórica e não somos um estereótipo qualquer. Entretanto, nós, população, precisamos ter uma consciência de que povo realmente somos e que Brasil queremos ser, pois essa imagem artificial não precisa continuar sendo explorada, mas temos não apenas o direito mas a obrigação de construir e mostrar a real identidade do brasileiro. Quem somos nós? Nós somos o Brasil.
Por Letícia Maria
MARIA, L.P.