quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Até que a morte os separe...

Casamento...
É, o clima está pro amor!
Esse fim de semana será o casamento do meu irmão Walter. De fato, quando comento com pessoas que nos conhecem há anos, escuto "Bah, quem diria, o Negão casando" ou "Quem, o Walter?? Ta brincando??". Pois é, venho aqui comunicar-lhes... agora já não tem mais volta!!
Mas já faz algum tempo, venho fazendo profundas reflexões sobre o tema. Esse ano que passou, várias pessoas próximas casaram (na igreja, bonitinho que nem mada a "regra"), foram morar juntas, ficaram noivos e coisas do tipo, que reafirmem a seriedade do relacionamento. Não acho isso ruim, pelo contrário, mas levanto novos e pertinentes questionamentos sobre tais decisões.
Sempre achei bonito o cenário de um casamento religioso... E como a maioria das meninas, fui criada para isso: crescer e encontrar alguém para casar e ter filhos. Confesso que isso ainda está fortemente colado em mim, onde na minha cabeça o correto é isso... Mas não sei até onde levo isso por correto.
Em uma atualidade onde os relacionamentos estão cada vez mais instáveis e curtos, levo a questionar até onde todo esse simbolismo é significativo e coerente, pois de nada me adianta jurar frente a um sacedote e à socidade que passarei o resto dos meus dias ao lado de alguém que não sei se ainda vai me querer daqui a duas semanas!
Penso que o amor exista dentro de cada um, e não entre as pessoas. Penso que não amamos as pessoas, mas o que essas representam para nós. Amo meus pais não por que são determinadas pessoas, mas pelas atitudes que eles tiveram diante de mim por toda minha vida. Amo meu irmão por que assim ele se manifestou a mim. Amo meus amigos pelos momentos agradáveis que me proporcionam. Apartir do momento que essas pessoas não mais nos oferecem tais sentimentos e momentos, passamos a no sentir desiludidos, pois não mais sentimos aquele sentimento.
E com isso as relações terminam.
Talvez os relacionamentos estão se tornando cada vez mais artificiais, porque nós - as pessoas - estamos assim nos tornando. Não estou acusando a sociedade capitalista de não permitir que meus relacionamentos não deêm certo, mas acho sim que as pessoas estão cada vez mais tortas e desapegadas a valores fundamentais, como o respeito. Não quero parecer moralista (pois isso não tem nada a ver comigo), mas se tu diz que sente amor por alguém, por respeito a ela e aos sentimentos nutridos por ela, tu serás honesto e não a fará mal, não terá prazer em machucá-la. Se tens respeito aos teus pais, não vai ferí-los, mesmo que tenhas pontos de vista distintos. Se respeita teu companheiro, não mentirá pra ele, pois não vai querer vê-lo triste.
Sim, os relacionamentos são naturalmente complicados pois envolvem pessoas, que por sua vez são complicadas, por isso não me cabe os discutir.
Então decidir sobre casar-se ou não, entraria em uma nova reflexão.
Mas se cada um de nós soubesse amar (ou sentir amor) de verdade, nosso mundo não seria demasiadamente torto e doente.
Então não seria até que a morte os separe...
Mas até que a vida os una, novamente!



Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O que Deus uniu, o homem não separa?


Aqui me ponho a pensar


O que Deus uniu o homem não separa...


Será?


Sábado, foi o casamento do meu irmão, e antes disso já vinha discutindo com algumas pessoas, casar-se ou não, eis a questão! A cerimônia foi linda, emocionante. A festa, animadíssima, mas acompanhei de perto o que esse dois passaram até a hora do Sim! Mas somente o correrio, o stress e as coisas que eles ouviram antes do grande dia, já me bastariam para mudar de idéia (e guardar a grana investida).


De uma bela e colorida amizade, surge um namoro, brota de repente um noivado, acontecem inúmeras coisas e partem para morar juntos. O que pra mim, parece ser o mais difícil, tu passar a dividir a tua vida com alguém... pois no namoro, por mais que brotem crises, cada um vai pro seu lado e fica tudo bem. Quando tu divide o teu espaço, a coisa muda. Um dia ouvi dizer que dividir a cama é fácil, dividir os sonhos é o difícil.... e eu concordo plenamente. Ter alguém do teu lado, para curtir o que de bom tu podes oferecer é fácil, muito fácil (tem de sobra por ai), mas alguém que faça planos e tenha sonhos (não como os nossos, mas) junto com a gente é difícil. É difícil encontrar alguém disposto a dividir mais que uma cama, mas uma vida. Viver sozinho é fácil, mas dividir a tua própria existência com o outro, pra mim é algo extraordinário.


Ao conversar com uma amiga, recentemente comentávamos como tanta gente casou, foi morar junto, amasiou, essas coisas... E fizemos uma (vã) tentativa de nos colocar no lugar do outro. E como foi difícil. As vezes acho tão difícil a convivência comigo mesma, então conviver com o outro seria impossível. Comentavamos também sobre idade. Quantas gurias que brincavam de boneca com a gente, hoje são esposas e mães... exemplares ou não, as são! E isso me assusta, pois penso ainda ter tanto a viver e usufruir da minha juventude e liberdade... acredito ter vivido pouco ainda, para abrir mão de tudo e constituir uma família.


Mas existem caminhos e caminhos!


Pois ao fazer essa reflexão com quem abriu mão de tudo para ter um lar e uma família (por opção e consciência), há também um outro ponto de vista. Pois quem escolhe outro caminho e está certo disso, não sente falta das festas, das viagens, da noite, pois tem coisas mais preciosas presetes em seu cotidiano. Existe um(a) companheiro (a) nas noites boas, e nas noites que se chega cansado e chateado do traalho. Existe alguém que vai às festas, dança a noite inteira contigo e ao final, te acompanha até em casa, aproveita o que há de bom e acorda do teu lado. De bom ou de mau humor, está todos os dias no mesmo lugar... do teu lado.


Sinceramente, creio que o meu medo maior é a estabilidade proporcionada por um relacionamente desse nível. Estar sozinho é simples, é fácil, tranquilo. Mas ter alguém sempre do teu lado é assustador! Uma segurança misteriosa relacional desconhecida é tão poética e romântica que não parece ser de verdade.


Mas pode ser. Ou não. Tudo depende das nossas escolhas.


Mas se Deus uniu, o homem não separa... Eu assim espero.







É por isso que me considero toscamente romântica.

Romances e contos de fadas são verídicos, nos livros e filmes.

Espero que minha vida ainda vire um livro. O menos trágico possível, eu espero!


Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Identidade




Indentidade...



Mais uma vez, é noite e estou sozinha no meu quarto. Finalmente, seguido a sugestão de alguns amigos, venho expressar minhas dúvidas, agústias, indagações, questionamentos nesse blog. Como gosto de escrever, creio que não será muito difícil...

Para dar início, creio que o tema Indentidade seja interessante para uma reflexão acerca do que exatamente vem a ser isso.

Luis Marenco, grande músico do cenário Nativista gaúcho, comenta em DVD, que identidade não é apenas um documento, mas aquilo que nos representa como indivíduos.

A bem da verdade, nessas noites quentes de verão, me deparo refletindo mesmo sobre minha humilde e tosca existência. Sim, ainda me confronto com minhas crises existências! Mas quem não reflete sobre si próprio?? Quem realmente somos?? O que parecemos ser? Como as pessoas nos veêm?? O que realmente importa nessa existência? Talvez, ficar remoendo algumas coisas, não seja o ideal, mas pensar no verdadeiro sentido de tudo acontecer, de estar aqui a viver essa vida, gosar de tais aspectos identitários que nos constituem nisso: absolutamente aquilo que somos.


Como diria Gilberto Freire "Aprendiz, sempre aprendiz". Então estamos aqui por algum motivo. Em uma busca infinita e contante de um sei lá o quê. Mas na busca.


E por que comecei escrevendo sobre indentidade?? Escrevo sobre identidade pois essa pode definir-se como sendo um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma determinada pessoa. E isso está fortememte irteligado às atividades de cada pessoa, à sua história de vida, ao futuro, sonhos, fantasias, características de personalidade e outras características relativas ao indivíduo. A identidade permite que o indivíduo se perceba como sujeito único, tomando posse da sua realidade individual e, portanto, consciência de si mesmo.


Ao criar um blog denomidado Memórias de uma motoqueira solitária, venho a escrever um pouco sobre exatamente isso: sobre alguns dos meus aspectos identitários. O que configura minha identidade, o que me constitui como indivíduo, o que me alicerça como pessoa, o que me completa como mulher, o que me faz ser apenas eu mesma. Um pouco sobre muita coisa, e muito sobre nada. Apenas, escritos meus!




Por Letícia Maria
MARIA, L.P.