domingo, 12 de julho de 2009

Semestre que acabou...


A cada semestre na universidade, acontece tantas coisas... Não apenas na nossa "vida universitária", mas em conseqüência disso... Pessoas que entram e saem das nossas vidas num piscar de olhos. Pois é, quando fico divagando durante horas madrugada a dentro com meu irmão, retorno melancólica.


Saudade do que passou, esperança no que virá!


Aprovei nas disciplinas que cursei, estou entregando as avaliações dos meus alunos, curso do Onda que ainda há de vir...


É, saudades daquele tempo que nem tudo era minha responsabilidade... Esperança naquilo que ainda farei!


Sim, saudades daqueles que fizeram o que sou... Esperança naqueles que ainda cruzaram meu caminho!


E amanhã? A Deus pertence.

Algumas vezes penso que o presente é tão monótono. Mas se um dia sentirei falta dele... Sim, é mais um dia de presente!!


... e que venha o amanhã!


Nara Leão, Diz que fui por ai


"Se alguém perguntar por mimDiz que fui por aí

Levando o violão embaixo do braço

Em qualquer esquina eu paro

Em qualquer botequim eu entro

Se houver motivo

É mais um samba que eu faço

Se quiserem saber se volto

Diga que sim

Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Tenho um violão para me acompanhar

Tenho muitos amigos, eu sou popular

Tenho a madrugada como companheira

A saudade me dói, o meu peito me rói

Eu estou na cidade, eu estou na favela

Eu estou por aí..."



Saudades do que foi... Esperança no que virá...

E que venha o amanhã!!


Por Letícia Maria

MARIA, L.P.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dias estupidificantes...


Para que possamos repensar nossas diversas atuações, deixo o texto que escrevi como narrativa da minha prática, no curso Como Narrar Deus nas diferentes Religiões:




"Dias estupidificantes...

Dias estupidificantes são aqueles tão corridos, que vamos ao trabalho, a faculdade, a igreja já de forma rotineira, como tudo fizesse naturalmente parte dos nossos dias, sem a menor reflexão sobre como estamos nos tornando vazios em meio um vácuo de consciência.
Me coloquei a questionar a uma série de coisas que vivo, quando a na sexta-feira, durante o curso a Deva nos falou da “chave”: a narrativa pessoal práxis é a chave para que possamos libertar de nós mesmos. Me dei conta de que é isso que eu realmente necessito.
Segundo o quase poeta Chico Buarque, em seus versos nos diz o seguinte: “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu...”, partindo dessa reflexão me coloquei a pensar na dinâmica (se é que assim a posso chamar) das minhas práticas, pois há dias que em que acredito que tudo é possível, mas, em outros me sinto “como quem partiu ou morreu”.
No meu dia-a-dia, no turno da manhã trabalho em uma escola de Educação Infantil, e tenho percebido que a precariedade do sistema público de ensino não apenas me desmotiva, mas me suga e desgasta, pois não consigo fazer valer a minha prática. Dei aula na rede pública desde que iniciei meu Magistério, mas me sinto cada vez mais vazia, frente situações adversas. Às vezes sinto que a rotina aliena a nós mesmos, inutilizando a nossa práxis. Quando no trajeto até a universidade, observo inúmeras situações e passo a questionar a minha prática, principalmente até que ponto sou capaz de articulá-la com a teoria, pois tanto na escola, na universidade e nos diferentes ambientes de trabalho, tive oportunidade de aprendizados preciosos, mas colocá-los em prática, no dia-a-dia em sala de aula, é um profundo desafio.
Pela tarde, trabalho com a pesquisa no Programa GDIREC, e através dele passei a participar do Curso. Nesse ambiente, sinto que diariamente tenho a minha disposição intermináveis conhecimentos, mas não tenho espaço pra colocar um pouco disso em prática na escola, e isso me entristece ao me deparar com “profissionais” com consciência demasiadamente limitada, atuando na educação.
À noite nas aulas, faço sempre o possível para explorar os conhecimentos teóricos que possuo e venho adquirindo, principalmente com a pesquisa, mas percebo que na prática o senso crítico que a universidade propõe desenvolver fica apenas no discurso, pois o “bom” aluno não é o crítico questionador, mas o passivo reprodutor das respostas e atitudes do professor.
Nos meus finais de semana, participo da minha igreja, integrando um grupo de jovens, existente na comunidade há sete anos (eu participo do movimento há onze anos, mas participo do grupo da comunidade desde pouco antes de sua fundação). Acredito que ao evangelizar através de crianças e adolescentes é uma forma prática de inverter a realidade na qual vivemos e, principalmente poder realizar ações diferentes daquelas que observo durante todos dos dias da minha semana, acredito que o espaço do grupo de jovens seja para a subversão dos valores doentes da nossa sociedade, onde podemos semear as melhores sementes, contudo percebo a estranheza que sou vista. É triste demais perceber que nos momentos e espaços onde faço o possível para modificar as coisas ruins do cotidiano, pessoas se aproximam e insistem na reprodução das atitudes vazias de toda uma sociedade doente.
Estupidificante é olhar no outro a amargura da vida, e fingir indiferença, sabendo que é possível fazer alguma coisa. Trágico é ter um espaço propício para inverter esse descaso pelo outro e não fazer absolutamente nada. É visível o esvaziamento de valores nas pessoas, é ainda mais visível que a fé em Deus e nas pessoas não significa nada à sociedade e por isso estamos nos tornando conseqüentemente mais tristes e inertes.
Creio que seja necessário rever nossos discursos, antes que a sociedade se auto-destrua. Essas diferentes narrativas de Deus nas diversas religiões, que o curso nos propõe, podem certamente ser uma forma de repensar como tratamos o Divino, mas sobretudo como tratamos o outro. Se este pequeno texto pode consistir em uma chave para que possamos nos libertar de nós mesmos e de tudo àquilo que trazemos em nossa bagagem cultural e cognitiva, para que possamos ampliar a nossa consciência com o objetivo de olhar além. Que seja possível reavaliar a práxis e a transformar de fato no instrumento de mudança que a Escola, que Universidade, que a Igreja e que toda a sociedade estão suplicando para tornar as pessoas finalmente mais humanas e mais próximas de Deus, esteja Ele onde estiver."



Por Letícia Maria

MARIA, L.P.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tem dias...


"Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu..."



Neste último mês andei sem tempo até para pensar... Acretido que tenha sido propositalmente, porque olhar pra dentro não é nada fácil, ao menos pra mim.

Andei vários dias triste, andei alguns dias confusa, andei alguns dias cansada, agora esses dias estou feliz! Saber que sou capaz de chegar exatamente onde desejo, me traz um sentimento de poder me auto completar... atingir meus objetivos devido meus próprios méritos, faz com que eu entenda que não preciso de ninguém pra ser feliz, a minha felicidade pertence a mim, e se eu não sou capaz de ser feliz comigo mesma, jamais serei feliz.

Hoje, finalmente estou me sentindo livre...

Me sinto como se estivesse dirigindo na beira da praia, ao pôr-do-sol...

Percebo que sou capaz de conseguir absolutamente tudo o que eu realmente quiser.


"Não tenho tudo que amo, mas também nada que me ama me tem"
Ainda bem!


Por Letícia Maria

MARIA, L.P.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tempo? Quem precisa dele, afinal...


Sem tempo...

Na verdade, dispondo de pouco tempo (creio que seja mais apropriado).

Trabalhando de novo, com Educação Infantil, dividindo meu tempo com a pesquisa, é claro.


Letícia de volta às salas de aula!

Mas apesar de não ter mais vontade de trabalhar na Ed. Infantil, estou feliz, pois sei que apesar de qualquer coisa, meu trabalho e minha experiência estão sendo valorizados... e é isso que conta!

Deixo então os preciosos versos de Aniteli, para reflexão...




Eu não sei na verdade quem eu sou - ANITELI, Fernando.


"Eu não sei na verdade quem eu sou, já tentei calcular o meu valor.

Mas sempre encotro sorriso e o meu paraíso é onde estou.

Por que a gente é desse jeito, criando conceito pra tudo que restou.

Meninas: são bruxas e fadas.

Palhaço: é um homem todo pintado de piada.

Céu azul: é o telhado do mundo inteiro.

Sonho: é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro...

Mas eu não sei na verdade que eu sou, (...)

Encontrar de onde vem a vida, por onde entrei deve haver uma saída.

E tudo fica sustentado pela fé...

Na verdade ninguém sabe o que é...

Velhinhos: são crianças nascidas faz tempo.

Com água e farinha: eu colo figurinha e foto em documento.

Escola: é onde a gente aprende palavrão.

O tambor do meu peito: faz o batuque do meu coração.

(...) eu não sei na verdade quem eu sou...!"


Perceber que a cada minuto tem um molho chorando de alegria e outro chorando de luto.


Tem louco pulando o muro,

tem corpo pegando doença,

tem gente trepando no escuro,

tem gente sentindo ausência.

Meninas: são bruxas e fadas.

Palhaço: é um homem todo pintado de piada.

Céu azul: é o telhado do mundo inteiro.

Sonho: é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro...


Eu não sei na verdade que eu sou!"


Na verdade, realmente não faço a mínima idéia de que eu realmente seja, sei apenas que simplesmente sou assim. Tal qual Aniteli, Lamentavelmente, eu sou assim. E novamente fico por aqui, aguardando os dias que virão...
Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

sábado, 2 de maio de 2009

Afinal, que somos nós?

Já que hoje é 1° de Maio, dia do trabalho, dedico minha postagem a todos os brasileiros trabalhadores...
Esse texto, escrevi na noite de 23 de abril, para a aula de Pensamento Social Brasileiro. Para finalizar o conteúdo do PA, assistimos um documentário "Um olhar estrageiro", que falava do olhar dos europeus em relação ao Brasil... Particulamente, gostei do texto, mas como tive um A+ com a Professora Eliane Fleck, percebi o texto como muuuito bom, afinal, não é sempre que se tira um A com essa professora (que é muito boa, mas extremamente exigente) e, esse foi o meu primeiro (o que fez com que eu me sentisse muito bem). Então, gostaria de compartilhar o texto com todos...



"Afinal, quem somos nós?"

Na noite de hoje, vou decepcionada embora da universidade. Depois de um longo dia de trabalho junto à famílias negras carentes e uma breve visita à reitoria, me deparei com um documentário "Um Olhar Estrangeiro" sobre o Brasil, que dizia que a nossa identidade nacional, em suma se caracteriza por praias, florestas, mulatas, samba, caipirinha, futebol, sunsualidade e exotismo. estes vários conceitos me entristeceram quando ouvi da colega ao lado "Mas eu não sou brasileira" e, assim me dei conta que esse Brasil não existe.
O documentário abordava e torno de quinze diferentes filmes, de produção européia, entre os anos 60 e 90. De forma geral, os filmes falavam do exotismo do Brasil e da sensulidade das mulheres. A bem da verdade, o exostismo aboradado, o exostimo abordado, eu jamais vi nas ruas do meu país... As produções cinematográficas falavam de belas praias (em São Paulo??), das lindas mulheres de "enormes traseiros" que faziam toplles, dos homens que não trabalhavam e passavam o dia tocando samba, do futebol (algo que o brasileiro sabia fazer, pos não fazia nada além diso). Outro ponto "bem" abordado foi a sensualidade da (libidinosa) mulher brasileira, sobretudo as negras, que todas possuíam corpos esculturais e andavam praticamente nuas. Particularmente, me chamou a atenção a respeito da fauna/flora apresentados, pois os macacos apareciam constantemente em vários cenários, além de haver surgido o comentário a respeito dos mitos da Floresta Amazônica (que, segundo apresentada, ficava na região Sul do país).
A bem da verdade, ao me dar conta com o que era exibido nos filmes, fiquei impressionada, pois foram apresentados relatos de pessoas que não conheciam o Brasil, mas expunham suas visões. Causou maior espanto quando os autores dos filmes disseram que eram "aspectos fortes"da cultura brasileira; que os artistas não faziam idéia de que de fato estavam apresentando; de que os filmes sobre o Brasil foram gravados em inglês, francês e espanhol e que os cenários, em sua maioria ficavam nos Estados Unidos.
Depois de tais observações, me questionei "de que Brasil estão falando"? Certamente não é do que eu e meus colegas conhecemos! O Brasil que eu conheço tem gente de verdade, que não possui um corpo perfeito, que não escuta nem dança samba; gente que trabalha -e muito - para sustentar família; gente que não é feliz o ano inteiro; gente que não gosta de mar, ou que gostam e não tiram férias para ir à praia; gente que viu macaco uma vez na vida, em um zoológico qualquer... Enfim, gente comum, que como em qualquer lugar do mundo leva uma vida perfeitamente normal e sem exotismo algum.
Quando hoje, a colega disse "eu não sou brasileira", eu contrapuz: "eu sou, só não sou nenhum tipo de estereótipo!". Ao contrário do que disse um dos produtores "então dancem menos e fiquem feios, se querem respeito", eu digo que a nossa bagagem cultural não é esse poço de exotismo e libertinagem apresentada, mas um enorme leque de crenças, danças, produções bibliográficas. Brasileiro não precisa andar nu ou subir em árvore para parecer interessante aos olhos estrangeiros, mas apenas ser o indivíduo que ele é, todos os dias do ano.
Mas afinal, quem somos nós? Nós, brasileiros, somos uma construção política e histórica e não somos um estereótipo qualquer. Entretanto, nós, população, precisamos ter uma consciência de que povo realmente somos e que Brasil queremos ser, pois essa imagem artificial não precisa continuar sendo explorada, mas temos não apenas o direito mas a obrigação de construir e mostrar a real identidade do brasileiro. Quem somos nós? Nós somos o Brasil.
Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Amanhã


Começando uma semana...


Talvez ela seja curta...

mas pode levar uma eternidade para passar.


Mas que não seja uma semana, como outra qualquer... É doce pensar que algo pode ser diferente no dia de amanhã.
Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

Um dia a gente aprende... eu acho


Sei que não tenho disponibilizado muito do meu tempo para escrever aglo que não seja institucional... Mas para atualizar deixo esse texto de William Shakespeare. Escolhi Shakespeare após ver uma bela e cômica encenação do clássico Romeu e Julieta, mas gosto desse texto. "Um dia você aprende... " não aprendi tudo isso, mas talvez ainda aprenda... ainda aprendamos.


Talvez.


Na verdade, deu vontade de escrever, mas a inspiração não veio com a vontade...





"Um dia você aprende que...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... Aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.


Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


Shakespeare


sexta-feira, 20 de março de 2009

Amadurecência...


Amadurecência...

Na verdade eu queria dizer Eu não sei na verdade quem eu sou, mas precisava começar assim...


Faz algum tempo que não mais posto nada, pois não tive mais tempo para sentar e escrever o que penso, pois nos últimos dias tenho escrito apenas sobre o que os outros pensam, e particularmente isso tem me incomodado um pouco, por isso me deixar presa, sem expressão, sem voz, sem nada. Mas creio que a minha vontade era fazer uma relação entre essas duas canções, que têm embalado minhas inquietudes, e é a isso que me oportuno.


O que mais me atormenta é que Eu não sei na verdade quem eu sou! Todos os dias tento responder a isso, mas só faz aumentar a minha dúvida.


Penso ser alguém, mas sempre me disseram para estudar para ser alguém na vida, contudo, se ainda estudo, não chego a ser alguém? Disseram que o trabalho dignifica o homem, não trabalho, apenas estudo, logo não sou digno? Diziam que quando me casasse seria uma boa mulher, não me casei e nem pretendo, logo, não sou mulher? Diziam que quando crescesse, entenderia, cresci, mas por que não entendo? Ou será que não cresci??


Dentre outras tantas questões que me deixam insone, essa é a que mais me deixa aflita por que não entendo?? Tanta gente, tantos lugares, tantos acontecimentos, mas por que não entendo?!!!! Não sei por que essa infame existência me parece tão sem sentido... Por que estamos aqui?


As vezes acho que Deus é uma criança, e nós somos seus brinquedos. As vezes acho que ele é adolescente, e vive de mau humor. Mas me preocupa pensar que Ele possa ser adulto, trabalhar o dia todo, estudar a noite e quando chega em casa, olha pra nós e não dá a mínima. Sim, isso me assusta! Até porque sei que Ele existe, em algum lugar... Não teria sentido existir tudo, só por existir! Eu ainda não encontrei esse sentido, mas continuo a procurar... Não penso em desistir de encontrar as respostas para minhas perguntas, mas incomoda ao invés delas começarem a se minimizar, elas só aumentarem!


No auge daquilo que me desepera, hoje escutei de alguém Amadurecência... Ao questionar um certo alguém, sobre algo que é a mim que aflige, foi isso que escutei... Amadurecência! Em momento algum isso respondeu algum dos meus questionamentos ou minimizou um dos meus conflitos, mas inicialmente pensei apenas estar adiando uma resposta, contudo, refletindo acabei me sentindo confortada.

Quando dizem que o tempo resolve as coisas, é mentira! Pois o tempo apenas adia as coisas. Amadurecência, é todo o processo, que envolve tempo, mas também envolve conflito, crescimento, conhecimento, cumplicidade, coerência, mas também amor e amizade. O tempo não resolve nada, nunca resolveu nada pra mim, mas amadurecência...


Ao retomar o Eu não sei na verdade quem eu sou, eu continuo sem saber. Penso que talvez, eu nunca venha realmente a saber. Espero, sinceramente, que ninguém seja capaz de responder essa pergunta. Vou permitir aos meus insetos interiores ruminarem por mais um tempo essa questão... Quem somos nós? A que viemos?


Perguntas e mais perguntas, respondo: não sei!


Mas a Amadurecência... Talvez um dia, diga alguma coisa...


Um dia...


Um dia...




... talvez!




Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Até que a morte os separe...

Casamento...
É, o clima está pro amor!
Esse fim de semana será o casamento do meu irmão Walter. De fato, quando comento com pessoas que nos conhecem há anos, escuto "Bah, quem diria, o Negão casando" ou "Quem, o Walter?? Ta brincando??". Pois é, venho aqui comunicar-lhes... agora já não tem mais volta!!
Mas já faz algum tempo, venho fazendo profundas reflexões sobre o tema. Esse ano que passou, várias pessoas próximas casaram (na igreja, bonitinho que nem mada a "regra"), foram morar juntas, ficaram noivos e coisas do tipo, que reafirmem a seriedade do relacionamento. Não acho isso ruim, pelo contrário, mas levanto novos e pertinentes questionamentos sobre tais decisões.
Sempre achei bonito o cenário de um casamento religioso... E como a maioria das meninas, fui criada para isso: crescer e encontrar alguém para casar e ter filhos. Confesso que isso ainda está fortemente colado em mim, onde na minha cabeça o correto é isso... Mas não sei até onde levo isso por correto.
Em uma atualidade onde os relacionamentos estão cada vez mais instáveis e curtos, levo a questionar até onde todo esse simbolismo é significativo e coerente, pois de nada me adianta jurar frente a um sacedote e à socidade que passarei o resto dos meus dias ao lado de alguém que não sei se ainda vai me querer daqui a duas semanas!
Penso que o amor exista dentro de cada um, e não entre as pessoas. Penso que não amamos as pessoas, mas o que essas representam para nós. Amo meus pais não por que são determinadas pessoas, mas pelas atitudes que eles tiveram diante de mim por toda minha vida. Amo meu irmão por que assim ele se manifestou a mim. Amo meus amigos pelos momentos agradáveis que me proporcionam. Apartir do momento que essas pessoas não mais nos oferecem tais sentimentos e momentos, passamos a no sentir desiludidos, pois não mais sentimos aquele sentimento.
E com isso as relações terminam.
Talvez os relacionamentos estão se tornando cada vez mais artificiais, porque nós - as pessoas - estamos assim nos tornando. Não estou acusando a sociedade capitalista de não permitir que meus relacionamentos não deêm certo, mas acho sim que as pessoas estão cada vez mais tortas e desapegadas a valores fundamentais, como o respeito. Não quero parecer moralista (pois isso não tem nada a ver comigo), mas se tu diz que sente amor por alguém, por respeito a ela e aos sentimentos nutridos por ela, tu serás honesto e não a fará mal, não terá prazer em machucá-la. Se tens respeito aos teus pais, não vai ferí-los, mesmo que tenhas pontos de vista distintos. Se respeita teu companheiro, não mentirá pra ele, pois não vai querer vê-lo triste.
Sim, os relacionamentos são naturalmente complicados pois envolvem pessoas, que por sua vez são complicadas, por isso não me cabe os discutir.
Então decidir sobre casar-se ou não, entraria em uma nova reflexão.
Mas se cada um de nós soubesse amar (ou sentir amor) de verdade, nosso mundo não seria demasiadamente torto e doente.
Então não seria até que a morte os separe...
Mas até que a vida os una, novamente!



Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O que Deus uniu, o homem não separa?


Aqui me ponho a pensar


O que Deus uniu o homem não separa...


Será?


Sábado, foi o casamento do meu irmão, e antes disso já vinha discutindo com algumas pessoas, casar-se ou não, eis a questão! A cerimônia foi linda, emocionante. A festa, animadíssima, mas acompanhei de perto o que esse dois passaram até a hora do Sim! Mas somente o correrio, o stress e as coisas que eles ouviram antes do grande dia, já me bastariam para mudar de idéia (e guardar a grana investida).


De uma bela e colorida amizade, surge um namoro, brota de repente um noivado, acontecem inúmeras coisas e partem para morar juntos. O que pra mim, parece ser o mais difícil, tu passar a dividir a tua vida com alguém... pois no namoro, por mais que brotem crises, cada um vai pro seu lado e fica tudo bem. Quando tu divide o teu espaço, a coisa muda. Um dia ouvi dizer que dividir a cama é fácil, dividir os sonhos é o difícil.... e eu concordo plenamente. Ter alguém do teu lado, para curtir o que de bom tu podes oferecer é fácil, muito fácil (tem de sobra por ai), mas alguém que faça planos e tenha sonhos (não como os nossos, mas) junto com a gente é difícil. É difícil encontrar alguém disposto a dividir mais que uma cama, mas uma vida. Viver sozinho é fácil, mas dividir a tua própria existência com o outro, pra mim é algo extraordinário.


Ao conversar com uma amiga, recentemente comentávamos como tanta gente casou, foi morar junto, amasiou, essas coisas... E fizemos uma (vã) tentativa de nos colocar no lugar do outro. E como foi difícil. As vezes acho tão difícil a convivência comigo mesma, então conviver com o outro seria impossível. Comentavamos também sobre idade. Quantas gurias que brincavam de boneca com a gente, hoje são esposas e mães... exemplares ou não, as são! E isso me assusta, pois penso ainda ter tanto a viver e usufruir da minha juventude e liberdade... acredito ter vivido pouco ainda, para abrir mão de tudo e constituir uma família.


Mas existem caminhos e caminhos!


Pois ao fazer essa reflexão com quem abriu mão de tudo para ter um lar e uma família (por opção e consciência), há também um outro ponto de vista. Pois quem escolhe outro caminho e está certo disso, não sente falta das festas, das viagens, da noite, pois tem coisas mais preciosas presetes em seu cotidiano. Existe um(a) companheiro (a) nas noites boas, e nas noites que se chega cansado e chateado do traalho. Existe alguém que vai às festas, dança a noite inteira contigo e ao final, te acompanha até em casa, aproveita o que há de bom e acorda do teu lado. De bom ou de mau humor, está todos os dias no mesmo lugar... do teu lado.


Sinceramente, creio que o meu medo maior é a estabilidade proporcionada por um relacionamente desse nível. Estar sozinho é simples, é fácil, tranquilo. Mas ter alguém sempre do teu lado é assustador! Uma segurança misteriosa relacional desconhecida é tão poética e romântica que não parece ser de verdade.


Mas pode ser. Ou não. Tudo depende das nossas escolhas.


Mas se Deus uniu, o homem não separa... Eu assim espero.







É por isso que me considero toscamente romântica.

Romances e contos de fadas são verídicos, nos livros e filmes.

Espero que minha vida ainda vire um livro. O menos trágico possível, eu espero!


Por Letícia Maria
MARIA, L.P.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Identidade




Indentidade...



Mais uma vez, é noite e estou sozinha no meu quarto. Finalmente, seguido a sugestão de alguns amigos, venho expressar minhas dúvidas, agústias, indagações, questionamentos nesse blog. Como gosto de escrever, creio que não será muito difícil...

Para dar início, creio que o tema Indentidade seja interessante para uma reflexão acerca do que exatamente vem a ser isso.

Luis Marenco, grande músico do cenário Nativista gaúcho, comenta em DVD, que identidade não é apenas um documento, mas aquilo que nos representa como indivíduos.

A bem da verdade, nessas noites quentes de verão, me deparo refletindo mesmo sobre minha humilde e tosca existência. Sim, ainda me confronto com minhas crises existências! Mas quem não reflete sobre si próprio?? Quem realmente somos?? O que parecemos ser? Como as pessoas nos veêm?? O que realmente importa nessa existência? Talvez, ficar remoendo algumas coisas, não seja o ideal, mas pensar no verdadeiro sentido de tudo acontecer, de estar aqui a viver essa vida, gosar de tais aspectos identitários que nos constituem nisso: absolutamente aquilo que somos.


Como diria Gilberto Freire "Aprendiz, sempre aprendiz". Então estamos aqui por algum motivo. Em uma busca infinita e contante de um sei lá o quê. Mas na busca.


E por que comecei escrevendo sobre indentidade?? Escrevo sobre identidade pois essa pode definir-se como sendo um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma determinada pessoa. E isso está fortememte irteligado às atividades de cada pessoa, à sua história de vida, ao futuro, sonhos, fantasias, características de personalidade e outras características relativas ao indivíduo. A identidade permite que o indivíduo se perceba como sujeito único, tomando posse da sua realidade individual e, portanto, consciência de si mesmo.


Ao criar um blog denomidado Memórias de uma motoqueira solitária, venho a escrever um pouco sobre exatamente isso: sobre alguns dos meus aspectos identitários. O que configura minha identidade, o que me constitui como indivíduo, o que me alicerça como pessoa, o que me completa como mulher, o que me faz ser apenas eu mesma. Um pouco sobre muita coisa, e muito sobre nada. Apenas, escritos meus!




Por Letícia Maria
MARIA, L.P.